Entendendo o Sistema de Magnitude

Na Astronomia o brilho de qualquer corpo celeste é medido pelo sistema de magnitude. Esse método foi desenvolvido pelos gregos, que inicialmente desenvolveram uma escala que ia de 1ª magnitude (mais brilhante) a 6ª magnitude (menos brilhante). Note que o valor da magnitude é inverso ao brilho do corpo celeste. Atualmente com as modernas técnicas de fotometria essa escala foi entendida em ambas as direções. A luz do Sol atinge -27 e a dos objetos mais fracos conhecidos +24.
A estrela Sírius, a mais brilhante do nosso céu, tem magnitude -1.5, sendo que o limite para visualização a olho nú é +6, em condições ideais de visibilidade.

Como determinar a Magnitude

E muito útil conhecer a magnitude das principais estrelas, o que ajuda a comparação e estimativa da magnitude de outros corpos celestes. Também ajuda a avaliar as condições do céu, se tem boa visibilidade para as estrelas mais fracas ou apenas as magnitudes +3 ou +4 são visíveis.

Uma maneira fácil de analisar as condições do céu é pela análise de uma constelação. Aqui no hemisfério sul a Crux (Cruzeiro do Sul) , que possui estrelas em uma faixa de magnitude de +0.8 até +6.5, é um bom ponto de partida.

Veja na figura abaixo as principais estrelas do Cruzeiro do Sul e suas respectivas magnitudes.

Pela análise das estrelas visíveis, e conhecendo suas magnitudes, é possível estimar as condições de visibilidade do céu.

Com a ajuda de um Binóculo

O uso de um binóculo para visualização do céu aumenta o número de objetos celestes visíveis, e esse aumento dependerá da abertura ou claridade do binóculo. Um típico binóculo 10×50 elevará o alcance de visão para a magnitude +10.
Um binóculo é um meio muito apropriado para um astrônomo iniciante, que ainda não pôde comprar um telescópio, fazer suas primeiras explorações do céu.

About the author: Leocádio Benez Neto

Tecnólogo em Processamento de Dados, Especialista em Redes de Computadores, Técnico Pericial e Auditor de Informática. Atua como astrônomo amador, fotógrafo, é especialista em equipamentos ópticos e um dos diretores do INAPE. Presta serviços à comunidade realizando demonstrações com telescópio à população e nas escolas.

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  1. mauricio s damico - 15 de fevereiro de 2014 at 0:16

    Gostaria de saber quais constelações teriam 15 estrelas visíveis, ou mais importantes

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