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A estrela dos Magos

Astronomia & Astrofísica — By on dezembro 16, 2013 at 21:56

“Onde está o rei dos judeus que é nascido? Porque vimos no Oriente a Sua estrela e viemos adorá-lo”. Mateus, Cap. 2, v. 2.

Acorde em qualquer manhã deste dezembro e olhe para leste do céu, mais ou menos uma hora antes do amanhecer. Verá então um dos mais belos corpos celestes, a viva luz branco-azulada de um verdadeiro farol, muitas vezes mais brilhante do que Sírio, a mais brilhante das estrelas. Com exceção da Lua, verificara que o objeto mais luminoso que jamais viu nos céus da noite. Será visível até mesmo quando o Sol se levantar poderá encontrá-lo ainda que seja ao meio-dia, se souber o local exato para onde olhar.

É o planeta Vênus, nosso mundo irmão, a refletir através dos abismos do espaço a luz do sol, cintilando sua inviolada concha de nuvem. Cada nove meses aparece no céu da manhã, elevando-se pouco antes do Sol e todos quantos vêem este brilhante arauto do advento do Natal, inevitavelmente se lembrarão da estrela que conduziu os magos a Belém.

Qual foi essa estrela, presumindo-se que tenha alguma explicação natural? Poderia, na realidade, ter sido Vênus? Um livro pelo menos foi escrito para provar esta teoria, mas que não suportará um exame sério. Para todos os povos do mundo Oriental, Vênus foi um dos mais familiares objetos do céu, e ainda hoje serve como uma espécie de despertador para os árabes nômades. Quando se levanta, indica a hora em que devem começar a sua peregrinação, para que alcancem maior progresso em sua jornada antes que o calor do Sol queime o deserto. Durante milênios, brilhando ainda com mais intensidade do que podemos observar em nossos nevoentos céus do norte, Vênus tem observado o despertar dos acampamentos e as caravanas que começam a movimentar-se.

Mesmo para os comuns e pouco educados judeus do reinado de Herodes, não poderia de modo algum ter havido nada mais notável do que Vênus. E os magos não eram homens comuns: certamente eram peritos em astronomia e deviam ter conhecido melhor o movimento dos planetas do que noventa e nove por cento das pessoas de hoje. Para explicar a Estrela de Belém, devemos dar uma busca alhures.

A Bíblia nos dá muito poucas pistas. Assim sendo, tudo o que podemos fazer é considerar algumas possibilidades que, a esta distância no tempo, não podem ser nem provadas nem desmentidas. Uma dessas possibilidades – a mais espetacular e mais amedrontadora – foi descoberta somente há poucos anos, mas estudemos em primeiro lugar as teorias mais antigas.

Além de Vênus, existem quatro outros planetas visíveis a olho nu – Mercúrio, Marte, Júpiter e Saturno. Durante os seus movimentos através do céu, algumas vezes dois planetas parecem passar muito perto um do outro, embora, na realidade, naturalmente mantenham milhões de milhas de distância.

Tais ocorrências são chamadas de “conjunções”. Em determinada ocasião podem parecer tão próximos que, a olho nu, os planetas não podem ser separados. Tal fato aconteceu com Marte e Vênus a 4 de outubro de 1953 quando, por breve tempo, os dois planetas pareciam ter-se fundido para formar uma única estrela. Trata-se de espetáculo raro e admirável, que fez o grande astrônomo Johannes Kepler devotar muito do seu tempo para provar que a Estrela de Belém foi uma conjunção especial de Júpiter e Saturno. Estes planetas muito se aproximaram (lembrem-se que esta aproximação é apenas do ponto de vista da Terra, pois na realidade estão a meio bilhão de milhas de distância) em maio do ano 7 A.C., ou seja, muito perto da data de nascimento de Cristo, que provavelmente teve lugar na primavera dos anos 7 ou 6 A.C. (Tal afirmativa ainda surpreende muita gente porém, como é sabido que Herodes faleceu no início do ano 4 A.C., Cristo deve ter nascido antes do ano 5 A.C. Devemos adicionar seis anos ao calendário, para que A. D. atinja a sua verdadeira significação.)

No entanto, a explicação de Kepler não convence, como também não a teoria sobre Vênus. Cálculos mais precisos do que ele podia fazer no século dezessete, mostraram que essa particular conjunção não foi tão aproximada e que os planetas estiveram sempre bastante afastados, mas que a olho nu dificilmente podiam ser vistos separados. Além disso, houve uma conjunção mais acentuada no ano 66 A.C. que, de acordo com a teoria de Kepler, deveria ter levado uma delegação de homens sábios a Belém, sessenta e seis anos mais cedo!

De qualquer maneira, é lícito imaginar que os magos estivessem tão familiarizados com tais acontecimentos como com quaisquer outros movimentos planetários, e o relato bíblico indica que a Estrela de Belém esteve visível por um período de semanas – pois os magos devem ter necessitado de muito tempo para chegar à Judéia, ter a entrevista com Herodes, para então seguir até Belém. E a conjunção de dois planetas dura apenas uns poucos dias, pois rapidamente se separam no espaço, seguindo mais uma vez os seus particulares caminhos.

Podemos transpor a dificuldade de presumirmos que os magos eram astrólogos (“magos” e “mágicos” seguem a mesma trilha) e que de alguma maneira deduziram a época do nascimento do Messias devido a uma especial conjunção de planetas que, para eles – ainda que para ninguém mais – tivesse uma significação única. Não deixa de ser interessante que a conjunção de Júpiter e Saturno no ano 7 A.C. se tenha verificado no signo de Peixes. Acontece que, embora os velhos judeus fossem bastante sensatos para acreditar em astrologia, supunha-se que a constelação de Peixes a eles estava ligada. Qualquer acontecimento especial portanto, sob o signo de Peixes, dirigiria naturalmente a atenção dos astrólogos orientais para Jerusalém.

Esta teoria é simples e plausível mas, ligeiramente desapontadora. Todos nós gostamos de pensar que a Estrela de Belém foi algo mais dramático e que nada tinha a ver com os familiares planetas, cujo comportamento era perfeitamente conhecido há milhares de anos antes da morte de Cristo. Naturalmente que, se alguém aceita literalmente como verdade a afirmação de que “a estrela que viram no oriente ia diante deles até que chegou e parou sobre onde estava o Menino”, nenhuma explicação natural é possível. Qualquer corpo celeste – estrela, planeta, cometa ou seja o que for – participa do movimento normal do céu, elevando-se no oriente e descendo algumas horas mais tarde no ocidente. Somente a Estrela Polar – porque está situada sobre o invisível eixo sobre o qual a Terra se move – parece imóvel no céu e pode atuar como um guia fixo e constante.

Mas a frase “ia diante deles”, como outras da Bíblia, pode ser interpretada de muitas maneiras. Pode ser que a estrela, fosse qual fosse, estivesse tão próxima do Sol que somente pudesse ser vista durante um curto período perto do amanhecer e que portanto nunca pudesse ter estado visível, a não ser no céu do oriente. Como Vênus, quando é a estrela da manhã, devia levantar-se pouco antes do Sol para em seguida perder-se na luminosidade do novo dia, antes que pudesse alçar-se muito alto no céu. Desta forma, os sábios magos poderiam tê-la visto à sua frente no início de cada dia, perdendo-a em seguida de vista à medida em que a luz se tornava mais intensa e antes que se voltasse para o sul. Muitas outras suposições são também possíveis.

Muito bem, então: podemos nós descobrir algum fenômeno astrológico suficientemente assustador para causar surpresa ao homem já completamente familiarizado com os movimentos das estrelas e dos planetas e que possa ajustar-se ao relato bíblico?

Vejamos se um cometa pode corresponder às especificações. Neste século, não tem havido cometas realmente espetaculares – embora tenha havido nos idos de 1800 – e a maioria das pessoas não sabe como eles se parecem ou como se comportam, chegando mesmo a confundi-los com meteoros, que qualquer um pode ver se observa o céu numa noite clara durante cerca de meia noite.

No entanto, dois tipos de objetos não podem ser mais diferentes. Um meteoro é um resíduo de matéria, normalmente menor do que um grão de areia, que se queima pela fricção à medida em que força passagem pelas camadas exteriores da atmosfera terrestre. Mas um cometa pode ser milhões de vezes maior do que toda a Terra e pode dominar o céu da noite durante semanas inteiras. Um cometa realmente grande pode parecer um holofote brilhando por entre as estrelas e não é de surpreender que objeto tão portentoso sempre tenha causado alarme quando aparece nos céus. Conforme Calpúrnia disse a César:

“Quando os mendigos morrem, cometas não são vistos. Mas os céus chamejam quando falecem os príncipes”.

Muitos cometas têm um centro brilhante ou núcleo, à semelhança das estrelas, que é inteiramente sobrepujado pela sua enorme cauda – um luminoso apêndice que tanto pode ter a forma de uma estreita faixa como a de um enorme e difuso leque. À primeira vista parece muito improvável que alguém pudesse ter chamado tal objeto de estrela mas, na realidade, os antigos relatos se referem algumas vezes aos cometas – não impropriamente aliás – como “estrelas cabeludas”.

Os cometas são imprevisíveis: os grandes surgem sem aviso, correndo por entre os planetas, em volteio veloz em torno do Sol, para em seguida voar em direção às estrelas e não tornar a ser vistos novamente por centenas ou mesmo milhares de anos. Somente alguns cometas maiores – como o de Halley, por exemplo – aparecem em períodos relativamente curtos e têm sido observados em muitas ocasiões. O cometa de Halley, que leva setenta e cinco anos para dar a volta em sua órbita, tem conseguido aparecer por ocasião de vários acontecimentos históricos. Esteve visível exatamente antes do saque de Jerusalém, no ano 66 D.C. e antes da invasão da Inglaterra pelos normandos em 1066 D.C. Naturalmente nos velhos tempos (ou mesmo nos modernos, para este assunto), jamais foi muito difícil encontrar um desastre bem indicado para ser atribuído a qualquer cometa. Não é surpreendente portanto que a sua reputação como mensageiro do mal tenha perdurado tanto tempo.

É perfeitamente possível que um cometa tenha aparecido exatamente antes do nascimento de Cristo. Tentativas têm sido feitas, sem sucesso porém, para determinar se um dos cometas conhecidos era visível por volta daquela data. (O cometa de Halley esteve visível, conforme se poderá ver pelas indicações acima, apenas poucos anos mais cedo, em relação ao seu aparecimento antes da queda de Jerusalém). Mas o número de cometas cujas rotas e cujas periodicidades conhecemos é muito pequeno, em comparação ao colossal número que sem dúvida alguma existe. Se um cometa brilhou sobre Belém, pode não voltar a ser visto da Terra por cem mil anos.

Podemos traçar um quadro do amanhecer oriental – um facho de luz elevando-se a leste, talvez verticalmente em direção ao zênite. A cauda de um cometa sempre está voltada para o Sol, de maneira que podia aparecer um grande arco apontando para leste. Ao levantar do Sol, tornar-se-ia menos visível, mas na manhã seguinte estaria quase que no mesmo lugar, continuando a indicar o caminho aos viajantes. Poderia ter estado visível durante semanas, antes de desaparecer mais uma vez nos abismos do espaço.

O quadro é dramático e atraente. Pode até mesmo ser a explicação correta. Um dia, talvez, saberemos.

Existe, porém, outra teoria e esta é a que a maioria dos astrônomos provavelmente aceitaria hoje. Na verdade, faz com que as outras explicações pareçam lugares comuns, triviais, porque nos leva a contemplar um dos mais espetaculares – e terrificantes – acontecimentos que jamais foram descobertos em todo o reino da natureza.

Esqueçamos agora planetas e cometas e outros habitantes do nosso próprio Sistema Solar, pequeno e apertado. Sigamos agora para o real espaço, para além das estrelas, em direção a outros sóis, muitas vezes maiores do que o nosso, cuja imensa distância do nosso mundo os transformou em diminutos pontos de luz.

A maioria das estrelas brilha sem oscilação na sua luminosidade, por séculos e séculos. Sírio apresenta-se agora exatamente como Moisés a viu, como o homem de Neandertal a contemplou, assim como os dinossauros – se se deram ao trabalho de voltar-se para o céu estrelado. O seu brilho pouco mudou durante a completa história da Terra e ainda será o mesmo daqui a bilhões de anos.

Mas existem algumas estrelas – as chamadas “novae” ou novas – que, devido a causas internas, subitamente se tornam verdadeiras bombas atômicas celestiais. Uma estrela desta natureza pode explodir tão violentamente que se pode tornar cem mil vezes mais brilhante dentro de poucas horas. Em determinada noite pode ser invisível a olho nu e já na próxima poderá dominar inteiramente o céu. Se o nosso Sol vier a tornar-se uma “nova” deste tipo, a Terra será derretida, transformando-se em escória, e em questão de minutos não será mais que uma baforada de fumo e apenas os planetas mais afastados sobreviverão.

As novas não são incomuns: podem ser observadas todos os anos, embora poucas estejam tão perto que possam ser visíveis, a não ser através de telescópios. São os desastres de rotina, do dia-a-dia do Universo.

Duas ou três vezes em cada mil anos, porém, acontece algo que torna uma nova algo tão simples e irrelevante como um vaga-lume ao entardecer. Quando uma estrela se torna uma supernova, o seu brilho aumenta não cem mil vezes mas bilhões de vezes, no decurso de poucas horas. A última vez em que tal acontecimento foi presenciado por olhos humanos foi em 1604 D.C. Houve uma outra supernova em 1572 D.C., tão brilhante que se tornou visível em pleno dia. E os astrônomos chineses mencionam uma em 1054 D.C. É bem possível que a Estrela de Belém fosse uma supernova e, se assim foi, pode-se chegar a muitas conclusões surpreendentes.

Suponhamos que a Supernova de Belém fosse tão brilhante quanto a de 1572 D.C. – com freqüência chamada “a estrela de Tycho”, em homenagem ao grande astrônomo que a observou naquele tempo. Uma vez que tal estrela pode ser vista durante o dia, deve ter sido tão brilhante quanto Vênus. Como sabemos que uma supernova na realidade é cem milhões de vezes mais brilhante do que o nosso Sol, um cálculo muito simples nos informa quão distante deveria ter estado para aparentar um brilho igual ao de Vênus.

Torna-se evidente, portanto, que a Supernova de Belém estava a mais de três mil anos luz – ou, se você prefere, a 18 quadrilhões de milhas de distância. Tal cálculo significa que a sua luz tinha estado viajando pelo menos três mil anos antes que atingisse a Terra e portanto Belém, de maneira que a medonha catástrofe da qual foi o símbolo teve lugar a cinco mil anos antes, quando a Grande Pirâmide acabava de ser concluída.

Em imaginação, cruzemos os abismos do espaço e do tempo e retrocedamos ao momento da catástrofe. Deveríamos encontrar-nos observando uma estrela comum — um sol, por exemplo, não diferente do nosso. Devia haver planetas à sua volta. Não sabemos como são comuns os planetas no esquema do universo e quantos sóis detêm estes pequenos companheiros. Mas não há razão para pensar que são raros e muitas novas devem ser as piras funerárias de alguns mundos e talvez de raças, maiores que os nossos.

Não há nenhum aviso, de maneira alguma, apenas um aumento constante da intensidade da luz desse sol. Dentro de minutos, a mudança será notada. E dentro de uma hora os mundos vizinhos estarão queimando-se. A estrela se expande como um balão, expelindo granadas de gás a mil milhas por hora, à medida que atingem as camadas do seu espaço exterior. Num dia, o seu brilho será tão extraordinário, que produzirá mais luz do que todos os outros sóis do universo reunidos. Se havia planetas, estes agora não passam de pequenas labaredas, dentro das granadas de fogo ainda em expansão. A conflagração se prolongará por semanas, antes que a estrela que morre entre em colapso e se aquiete.

Mas consideremos o que acontece com a luz da nova, que se move mil vezes mais rapidamente do que a onda deslocadora da explosão. Dispersar-se-á no espaço e depois de quatro ou cinco anos atingirá a estrela mais próxima. Se houver planetas circulando em volta desta estrela, subitamente serão iluminados por um segundo sol, que não lhes trará calor apreciável, mas que será suficientemente brilhante para expulsar a noite completamente, porque terá mais do que mil vezes a luminosidade da nossa lua cheia. Toda esta luz será proveniente de um simples ponto brilhante, uma vez que, mesmo para o seu vizinho mais próximo, a Supernova Belém parecerá pequena demais para se apresentar como um disco.

Século após século o casulo de luz continuará a expandir-se em volta da sua fonte. O seu brilho incidirá sobre incontáveis sóis e durante algum tempo se refletirá nos céus dos seus planetas. Na realidade, e mesmo dentro da estimativa mais conservadora, esta grande estrela nova terá brilhado sobre milhões de mundos antes que a sua luz chegasse à Terra — e para todos aqueles mundos terá parecido ainda mais brilhante do que pareceu aos homens que conduziu à Judéia.

E isto em decorrência do fato de que, à medida em que a luz se expande, também diminui. Lembremo-nos de que, na época em que atingiu Belém, provinha da superfície de uma esfera a seis mil anos-luz de distância. Mil anos antes, quando Homero compunha a canção de Tróia, a nova teria parecido duas vezes mais brilhante a quaisquer observadores colocados mais acima de Belém, do que tinha sido no tempo e local da explosão.

Esse é um estranho pensamento e um mais estranho ainda está para vir: porque a luz da Supernova Belém está ainda se expandindo através do espaço. De há muito deixou a Terra para trás, vinte séculos já se passaram desde que o homem viu pela primeira e última vez a sua luz. Agora esta luz se espalha sobre urna esfera a dez mil anos-luz de distância e correspondentemente é menos intensa. É simples calcular portanto, quão brilhante a supernova deve ser para quaisquer seres que a possam estar contemplando agora como uma nova estrela dos seus céus. Para eles, ainda será mais brilhante do que qualquer outra estrela de todos os céus, porque o seu brilho terá decaído apenas em cinqüenta por cento durante os seus extra dois mil anos de viagem.

Neste exato momento, portanto, a Estrela de Belém pode estar ainda brilhando nos céus de mundos sem conta, circundando distantes sóis. Todos os observadores daqueles mundos vê-la-ão surgir subitamente para em seguida esmaecer aos poucos, exatamente como aconteceu aos magos há dois mil anos passados, quando o feixe de luz que se expandia atingiu a Terra. E por milhares dos anos que virão, na sua radiância em declínio, prosseguindo em direção às fronteiras do Universo, a Supernova Belém ainda terá o poder de maravilhar a todos que puderem vê-Ia.

Mais do que qualquer outra coisa, a astronomia ensina ao homem a humildade. Sabemos agora que o nosso Sol não passa de um membro de pouca projeção em uma vasta família de estrelas e já não pensamos em nós mesmos como sendo o centro da criação. Mas ainda assim é extraordinário pensar que antes que essa luz tenha declinado para além dos limites da visão, participamos da contemplação da Estrela de Belém com os seres de talvez milhares de mundos e que, para muitos deles, situados mais perto da fonte de explosão, deve ter constituído uma visão ainda mais bela do que chegou a ser para quaisquer olhos neste mundo.

Como a terão eles recebido? E o que lhes teria trazido, boas ou más novas?

 Arthur C. Clarke

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6 Comments

  1. sidney disse:

    Brilhante pesquisa, gostei muito e a super nova encaixa muito bem’ sem mexer na nossa fe.

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    jaqueline de lima silva Resposta:

    adorei essa pesquisa gostei muito,coisas referentes a astronomia e muito legal de se ver,de ouvir ou ate mesmo conviver com isso

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  2. Norberto disse:

    gostei muito dessa interessante pesquisa e que mostra o quanto nos ainda precisamos estudar e aprender sobre esse misterioso e infinito mundo ….

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  3. Muito gostei pois mexe muito com o que creio que é a Biblia sagrada ela me diz mesmo assim, enquanto que os que não r creem Deus desfaz das grandesas da palavra, + esses alguém um díade rei prestarão contas com ogrande rei dos reis
    gran

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  4. natanael lasnou disse:

    Considerando os estudos feitos a busca de esclarecimentos sobre este acontecimento que marca o aparecimento desta explendita estrela Quero me basiar dentro de um contesto bíblico que diz Os céus manifetao a gloria de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos porque um dia faz declaração a outro dia e uma noite revela sabedoria a outra noite

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  5. Aniela Dos Santos disse:

    Simplesmente Brilhante!!! Amei. Lindo. Leva a pensar um monte de coisas. Perfeita pesquisa! Parabéns Arthur.

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