Seres vivos no espaço

Você acredita que existe uma criatura terráquea que consegue sobreviver no espaço? Imagine que fantástico podermos enviar para outros planetas estes seres e eles não só sobreviverem, mas se reproduzirem e evoluírem.

Estas criaturas chamam-se tardigrades ou ursos d’água, são animais microscópios que sobreviveram a temperaturas abaixo de zero, ventos implacáveis e em oxigênio no espaço.

Os cientistas resolveram mandar estes seres para o espaço com o intuito é entender como eles podem sobreviver fora da Terra. Este projeto é chamado de Biokis que é patrocinado pela agência espacial Italiana. O projeto vai fazer sete experimentos para saber como estes “bichinhos” se comportam, se suportam a ida ao espaço e como são afetados a nível molecular.

Uma dessas experiências se chama Tardkiss e ela expõe os ursos d´ água à radiação ionizante através de um instrumento chamado dosímetro. Através do experimento eles saberão como as células se comportam expostas a radiação ionizante, presentes no espaço.

O professor Roberto Guidetti explica: “Tardigrades pode ser encontrada em todo o mundo a partir do Ártico à Antártida, de altas montanhas a desertos, nas áreas urbanas e jardins de quintal” e, além disso, “em ambientes terrestres, eles sempre exigem pelo menos um filme de água ao redor de seus corpos para realizar as atividades necessárias para a vida” conclui. Eles possuem apenas 1 mm de comprimento e podem ser encontrados tanto no mar, em água doce ou em terra. O motivo pela qual a chamam de urso d’água é por serem encorpados e por se assemelharem a um urso, só que muito, muito menores.

Os estudos, como já havia dito antes, podem nos ajudar a desenvolver técnicas para a proteção dos seres humanos no espaço e ajudar também a proteger outros organismos. Quem sabe assim poderemos explorar o Sistema Solar.

Bóson de Higgs: Afinal, encontramos o quê?

Foi a pergunta que o doutor diretor geral do Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares) Rolf-Dieter Heuer fez se referindo ao Bóson de Higgs. Imagine um nada. O vácuo, o vazio. Uma enorme imensidão vazia.

Pois assim era o nosso Universo. E de repente, nesse aparentemente nada, existia um campo, que exercia uma força e a esse campo demos o nome de campo de Higgs. A partir desse campo foram surgindo partículas, que colidiam entre si, formando um bóson, o Bóson de Higgs.

Bóson é uma partícula mediadora, pois é ela que dá massa às outras partículas também chamadas elementares. Existem outros bósons, mas o de Higgs foi o primeiro, o que deu origem aos outros bósons e a todas as 60 partículas elementares.

O que são partículas elementares?

Falando de uma maneira simples e não científica, são partículas em que dentro delas não há nada, não se encontra nada, a não ser a força delas.  Já sabemos que foram elas que criaram tudo, mas, de onde elas surgiram? Do campo citado anteriormente. Então, se não existisse o campo, não estaríamos aqui, nem existira nada no Universo, tudo continuaria um imenso vazio.

Além de ele dar sentido, ou melhor, massa para que as outras partículas fossem formadas, ele atua e dá sentido ao Modelo Padrão. Mas o que é esse Modelo Padrão?

O modelo padrão é o conjunto de todas essas 61 partículas (quarks, léptons e bósons) e é ele que descreve o universo, pois tudo o que existe nele é constituído dessas partículas. No inicio o nosso universo era constituído por essas partículas, que faziam parte de uma “sopa cósmica”.

Assim, o Higgs é o responsável por promover uma quebra de simetria e, cada partícula, em resposta a essa quebra de simetria, ganha uma massa particular. Temos 61 partículas, contanto o Higgs, que através de interações, formaram, em muito e muito tempo, o nosso Universo. Ainda falta uma partícula, o gráviton, pois ela é que vai conseguir unificar as teorias, mas isso é outra história.

Mas a grande incógnita da física, ou melhor, da ciência é, como disse Marcelo Gleiser: Como que surgiu a vida a partir do nada, da “não vida”? Nada? O vácuo é o nada e esse nada pode ser constituído pelo campo de Higgs, então do “nada” algo foi produzido. Fantástico não é mesmo?

Por causa do Bóson de Higgs houve uma quebra simultânea de simetria. Vou explicar melhor usando uma analogia. Numa sala há várias pessoas assistindo um espetáculo, todos em simetria olhando para o palco, de repente, entra uma pessoa muito famosa e todos da sala olham para essa pessoa e querem pedir autógrafos, fazer perguntas e tocá-la. Essa pessoa quebrou toda a simetria daquela sala. E foi isso que o Bóson de Higgs fez. Como a doutora Maria Cristina Abdalla diz, “ele é como se fosse um rei e todos querem interagir com ele”.

Então, resumindo, o modelo padrão descreve cada uma das partículas e suas interações, a força eletromagnética, força nuclear fraca e forte, mas não inclui a gravitação. A descoberta do Higgs, a princípio teórica e depois experimental, foi essencial para dar veracidade a esse modelo.

Mas por que partícula de Deus?

Na realidade, ela foi chamada, inicialmente de The goddam particle (partícula maldita) devido ao trabalho para ser detectada, tanto que foi construído o LHC (Large Hadron Colision). Decidiram que fosse mudado o seu nome para que ficasse mais legal. Um jogo de marketing.

Essa partícula, na realidade, dá uma estrutura para o vácuo, pois quando achávamos que não existia nada lá, aparece o Higgs com seu campo. Ela é diferente, é fundamental para entendermos de onde surgimos e de onde tudo surgiu.

Será que um dia vamos conseguir unificar tudo, todas as forças, ter uma teoria de tudo? Já conseguimos unificar as três forças, eletromagnética, nuclear forte e nuclear fraca, mas falta uma para unir tudo, a força gravitacional.

Mas ainda falta muita coisa para descobrirmos e há uma teoria que prediz que existem os grávitons, que são as partículas responsáveis pela força gravitacional, digamos assim. E essa teoria diz que estão num outro universo ou numa outra dimensão e nesse modelo teórico estão previstas 11 dimensões.

O ATLAS (A Toroidal LHC Apparatus) e CMS (Compact Muon Solenoid) estão tentando encontrar as dimensões extras, pois se supõe que os grávitons podem ter escapado por dimensões extras. Então vamos em busca das partículas assimétricas. E quem sabe um novo modelo padrão vai ser formado?

É confuso! É coisa de ficção científica, mas é real e fascinante. Agora, depois de tudo isso que leu, você pode estar se perguntando: qual a importância do Higgs em nossas vidas? Simples, sem o Higgs o nosso universo não teria acontecido.

A nova era espacial

São incríveis as naves, satélites, robôs etc. dessa nova era, da geração nano. Como se não bastassem os micros, os nano satélites são do tamanho de uma caixa de sapato e leves. E agora há uma nova geração ainda menor, os picosatélites. Pequeninos cubinhos com apenas 10 centímetros de lado. Incrível! E com a mesma tecnologia de ponta.

Como se não bastassem as sondas,  satélites e telescópios espalhados pelo Universo à procura de imagens e materiais, agora contamos também com um telescópio espacial que irá capturar imagens nítidas da porção extrema do nosso Universo.

Esse telescópio, nomeado Nustar, fará uma estimativa das estrelas colapsadas e buracos negros que estão além de nossa Galáxia. Será uma nova visão do Universo, pois os telescópios utilizados até hoje não possuem sistemas ópticos de focalização verdadeiros. Aguardem, que imagens ainda mais fantásticas estão por vir!

E há ainda o primeiro voo privado, que irá descer na Estação Espacial Internacional. A empresa Space-X lança seu primeiro foguete privado, o Falcon-9. Ah! Eu tinha me esquecido de comentar sobre a fabulosa Estação Espacial!

Sua montagem começou em 1998. Ela é fantástica e está numa órbita baixa, o que possibilita a visão a olho nu aqui da Terra. A ISS (International Space Station) é um grande laboratório espacial e conta com vários programas em conjunto com agências de diversos países: Agência Canadian, Agência Espacial Européia, Agencia Japonesa da Exploração Aeroespacial, Agência Espacial Russa e Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço, a tão famosa NASA.

E para encerrarmos esse artigo com chave de ouro e para quem ainda não conhece, apresentarei o robonauta 2, intimamente conhecido por R2. Possui esse nome em homenagem ao robozinho tão amigável da série Jornada nas Estrelas. É o primeiro robô humanoide a viajar pelo espaço para onde foi conduzido pela nave espacial Discovery.

Tem tanta coisa ainda para contar que eu precisaria do site inteiro só para contar as novidades do espaço. A tecnologia espacial está cada vez mais…digamos, futurística e maravilhosa. Assombrosa também! Por isso, não podemos ficar fora dessas informações, não é mesmo?

Um parênteses nas explorações espaciais

Antes de começarmos a falar das explorações espaciais recentes, gostaria de esclarecer a importância das explorações espaciais. Ainda há pessoas que acreditam que é um gasto inútil, um desperdício de dinheiro. Então, aqui vão alguns esclarecimentos:

  • Um dia, espero que distante, teremos que nos preocupar em povoar outro planeta, afinal de contas, o nosso Sol não é eterno e o ser humano anda contribuindo muito para acabar com o nosso planeta. Mas, apesar disso, será que ainda há uma esperança?
  • As estações espaciais são importantíssimas para o desenvolvimento de novos materiais e fármacos nas condições de microgravidade.
  • As sondas espaciais visam explorar cometas, planetas etc., para ampliar nosso conhecimento sobre a matéria, campo magnético etc.

Sem falar na importância no nosso dia a dia: afinal de contas, usamos GPS, para nos orientar; fotografia digital, para postar nas redes de relacionamento; purificação da água, para evitar doenças; o forno de micro-ondas, para aquecer alimentos; máquinas de débito e crédito, nas nossas compras… e muitas, muitas outras invenções, todas decorrentes de experiências e descobertas advindas da exploração espacial, como as missões Apollo e todas as outras.

 E isso é só o começo, pois há uma infinidade de benefícios que ainda virão, sem dúvida. Sem contar que pode haver asteroides e cometas que atingiriam a Terra, se não forem interceptados antes, não é mesmo?

No site da NASA,  há centenas de exemplos de coisas que utilizamos no nosso dia a dia que foram desenvolvidos com técnicas descobertas graças às viagens espaciais.

A exploração espacial pode ser considerada um dos principais motivadores e incentivadores para avanços tecnológicos. Mas, o fator mais importante, a meu ver, é o aprimoramento da curiosidade e do conhecimento humano, tão característico de nossa raça.

As missões espaciais, tripuladas ou não, nos ajudam, e muito, na evolução, e os benefícios são ilimitados.

E, ainda, pensem bem: quem não gostaria de dar uma voltinha ao redor da Terra?

A história da Exploração Espacial – Parte 2

O espaço, a fronteira final…” (Capitão Kirk)

No artigo anterior, eu falei sobre o início das explorações espaciais e terminei falando das missões da Vostok. Agora vamos dar continuidade a essa história.

Depois dessas missões, a URSS começa a decair, com vários acidentes que ocasionaram atraso para sua conquista da Lua. Apesar disso, eles desenvolvem dois projetos: o Salyut e Almoz e, através desses projetos, o ser humano consegue uma longa permanência no espaço. Também desenvolveram um veículo reutilizável, como os EUA. E mesmo não tendo conseguido levar o homem à Lua, foram bem sucedidos pelo projeto da Estação Espacial Internacional. Hoje, o programa espacial da Rússia conta com as naves Soyuz, Progress e o poderoso foguete Proton.

Nessa corrida, os EUA entram na frente e, em 1958, a famosa NASA foi criada. A partir daí, ela desenvolve o projeto Gemini, uma nave tripulada por seis astronautas que realizavam manobras em órbita na Terra e foi através desse projeto que começaram a desenvolver a tecnologia para mandar o homem à Lua.

Em 1958 a nave Apolo pousa na Lua antes da URSS (Rússia) e o astronauta Armstrong pisa na Lua e diz sua famosa frase: “Esse é um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade.”

Com certeza foi um grande passo para a humanidade: depois dessa tiveram mais seis missões da Apollo e doze astronautas pisaram na Lua. Mas, após a Apollo 18, a NASA resolve aposentá-la e desenvolve o ônibus espacial, em 1981.

Cinco espaçonaves no mesmo estilo do ônibus espacial foram usadas em diversas missões no espaço: A Columbia, a Challenger, a Discovery, a Atlantis e a Endeavour. Existem outras, mas foram destruídas em tragédias da exploração espacial, nem vale a pena citá-las, afinal estamos falando de sucessos e não de fracassos, não é mesmo?

Mas não são só os EUA que têm seus programas espaciais. O Reino Unido, com seu Centro Espacial Nacional Britânico (BNSC, sigla em inglês), colabora com a NASA e a ESA (Agência Espacial Européia). A China também tem o seu programa espacial iniciado em 1956, junto com a extinta URSS. Mas, devido às divergências políticas, se separaram. Mesmo assim, a China continuou seus testes e experiências e, na década de 60, construiu e lançou diversos foguetes.

Deixemos o passado um pouco de lado, não que ele não seja importante, e vamos falar do presente e do futuro. Recentemente, a Comunidade Europeia e o Japão entraram nessa disputa espacial junto com a Rússia e os EUA.

Há quem pense e diga que essas explorações espaciais são mero desperdício de dinheiro, mas a coisa não é bem assim, não! A Estação Internacional Espacial conduz a experimentos que, no nosso planeta, não seriam possíveis, devido à gravidade. O ambiente da “microgravidade” das estações espaciais, além de produzir grandes efeitos em tudo, podem trazer excelentes resultados no combate às doenças causadas pelo envelhecimento, como por exemplo, a osteoporose. Isso seria fantástico, afinal a expectativa de vida vem aumentando cada dia mais e vamos poder viver mais e melhor graças às descobertas e invenções proporcionadas pela exploração espacial.

E mais, estamos apenas engatinhando e, independente de o Universo ser finito ou infinito, ainda temos muita coisa pra ver.  No próximo artigo, escreverei sobre as ultimas notícias e novidades dessas explorações espaciais, pois ainda há muita coisa por vir e a fronteira final, como disse o capitão Kirk, ainda está muito longe para alcançarmos.

A história da Exploração Espacial

Essa história de voos tripulados começa muito antes do que podemos imaginar. Muita gente não acredita que o homem foi para a Lua, mas ao conhecer um pouquinho da história desde o início, vai perceber que era possível o homem ter ido à Lua naquela época.

E tudo começou quando Sir Isaac Newton fez a sua publicação do Philosophiae Naturalis Principia, em 1686 e, com isso, surgiu a remota possibilidade da exploração espacial. Assim, em 1813, a primeira equação de foguetes baseada na Terceira lei do Movimento de Newton, criada por Willian More com o Tratado do Movimento dos Foguetes. E aí tudo começou.

Mas, em 1903, Konstantin Tsiolkovsk, da Rússia, lança a ideia de que a exploração espacial era possível, pelo menos teoricamente, com seu artigo “Exploração do Espaço Cósmico por meio de Dispositivos de Reação”.
A partir daí a coisa não parou mais e uma “competição espacial” começava, quem seria o melhor e o primeiro. Então, em 1924, a União Soviética cria a Fundação da Sociedade para Estudos das Viagens Interplanetárias. Mas, mesmo depois disso, os Estados Unidos foram os primeiros a lançar seu foguete por Robert Goddard.

Mas a Alemanha, nesta época estava bem avançada, pois tinham uma sociedade formada para viagens espaciais, onde incluía os maiores cientistas europeus especializados em foguetes e lançam seu foguete em 1929 e depois, em 1931, lançam outro, mas desta vez é o primeiro foguete com propósitos militares.
Mas a União Soviética não queria ficar para trás e no dia 25 de novembro de 1933, o grupo russo de Estudos do Movimento de Reação (GIRD) também lança o seu primeiro foguete. Mas, e os Estados Unidos nessa história? Onde estão?
Ah! Aqui estão. Em 10 de maio de 1946 fizeram o primeiro voo de pesquisa e as primeiras fotos da Terra a 100 km de altura pelo foguete V2 e com esse mesmo foguete, em 1947, lançaram o primeiro animal no espaço: moscas-da-fruta (você pensou que o primeiro animal havia sido a Laika? Mas não foi.).
No ano de 1957 houve o primeiro míssel balístico intercontinental, primeiro satélite artificial e primeiro sinal vindo do espaço, tudo isso enviado pela URSS. E a história não termina aí e em 3 de Novembro desse mesmo ano a cachorra Laika é lançada em órbita pelo Sputnick 2.

 Os EUA, em 1958, lança o primeiro satélite mantido por energia solar e o primeiro satélite de comunicação. E a partir daí começa a corrida para ver quem era o melhor e a URSS consegue ganhar pela primeira vez quando lança o primeiro voo tripulado em 12 de Abril de 1961, com Yuri Gagarin na Vostok 1.

O Projeto Vostok consistiu de seis missões que foram muito importantes para esclarecer sobre os limites e dificuldades que o homem enfrentaria no espaço, então vou detalhar um pouco mais essas seis missões:

  • Vostok I:Colocou o primeiro ser humano no espaço e foi nessa missão que Gagarian proferiu a famosa frase: “A Terra é azul”.
  • Vostok II: Bate o recorde de permanência no espaço com Gherman S. Titov que, inclusive, sentiu enjoos no espaço.
  • Vostok III e Volstok IV: Foram juntas com Andrian Nikolayev na III e Pavel Popvich na outra. Teve alguns problemas que ocasionaram o retorno antes do tempo previsto.
  • Vostok V: Tripulada com Valery Bykovsk fez um voo conjunto com a Vostok IV, mas não tiveram muito sucesso e Bykovsk também teve problemas ocasionando, novamente, a vinda antes do prazo.
  • Vostok VI – Foi em conjunto com a Vostok V tripulada por Valentina Tereshkova e levou a primeira mulher ao espaço, mas há rumores de que o chefe da missão não ficou muito contente com o seu desempenho, pois diversas vezes ela se recusou a responder o chamado por rádio da base de comando.

Mas vocês pensam que os EUA ficaram para trás? Jamais. Mas esse capítulo dessa novela ficará para o próximo artigo.

Paranormal

No artigo anterior, começamos uma discussão sobre OVNIs e ETs. Neste vamos falar sobre um assunto tão polêmico quanto a vida fora da Terra ou vida extraterrestre: a paranormalidade. Mas o que isso tem a ver com OVNIs? Nada?

Vamos começar com a definição do que é paranormalidade.

Paranormalidade não tem nada de mediúnico ou espiritual, é simplesmente um fato ou fenômeno que não pode ser explicado cientificamente.

Já a expressão PES (Percepção Extra Sensorial) foi um termo criado por Rhine, em 1934, para categorizar a capacidade que algumas pessoas têm de obter informações de acontecimentos (passados, presentes ou futuros) através de objetos ou de alguma influência externa (mental, psíquica ou física) e essas informações não passam pelos nossos canais sensoriais conhecidos (cinco sentidos).

As pessoas que têm PES possuem a capacidade de interagir com o meio ambiente ou mover objetos sem utilizar os cinco sentidos. É possível que todos nós possuamos certo grau de paranormalidade, mas isso é outra história que nem a ciência explica.

Os fenômenos paranormais conhecidos são: telecinese, telepatia, clarividência, precognição e psicocinese. Esses fenômenos são facilmente confundidos com mediunidade. E não é porque a ciência não explicou até agora, que tem a ver com espíritos ou ETs. Então vamos entender um pouquinho cada uma delas:

  • Telecinese: É quando movemos objetos com a “força da mente” (Já assistiram ao filme Carrie: a estranha ?);
  • Telepatia: É uma comunicação direta de uma mente a outra;
  • Clarividência: Quando simplesmente obtemos informação de acontecimentos com um simples toque de um lugar ou um objeto relacionado àquele acontecimento;
  • Precognição: É uma PES relacionada a um acontecimento futuro ou mais conhecido como premonição;
  • Psicocinese: A pessoa que possui psicocinese pode tanto mover objetos, como ter o dom da telepatia e até dominar a mente do outro.

A nossa mente é um universo, um universo cujo limite (cérebro) nós conhecemos, mas de cujo funcionamento ainda sabemos muito pouco. Por isso muitas vezes, buscamos explicações além dele.

O nosso cérebro é tão difícil de compreender quanto o Universo e é aí que entra o ceticismo. Mas, se ainda não compreendemos, não podemos dizer que seja algo sobrenatural ou espiritual, simplesmente desconhecemos até o momento. Paranormalidade não é ciência, tampouco uma crença ou fé, mas, então, onde se enquadra?

Talvez, aprofundando o conhecimento de nosso cérebro, um dia obteremos a resposta. Já os ETs, bem, vai ser um pouco mais complicado…

Olha! Um OVNI!

Será que as pessoas realmente viram extraterrestres? A ciência necessita sempre de evidências e, sobre um tema tão importante, a evidência deveria ser irrefutável. Vou citar um exemplo, que extraí do livro “O mundo assombrado pelos demônios” de Carl Sagan, que deu origem ao termo “disco voador”. Acho que todos deveriam ler esse livro, é fantástico.

No dia 7 de abril de 1950, um repórter da CBS, Edward R. Murrow fez uma entrevista com o piloto civil Kenneth Arnold sobre uma “visão” perto do monte Rainer, no estado de Washington, em 24 de junho de 1947. O piloto descrevia ter visto uma série de nove objetos unidos e um deles produzia um “clarão azul formidável”. Depois de algum tempo, concluiu-se que eram novos tipos de aeronaves com asas e que tudo aquilo não passava de um erro de citação. Mas a explicação foi ignorada e o termo “disco voador” foi tomando conta da mídia.

As pessoas não estão mentindo, realmente no céu aparecem diversos objetos estranhos, cuja origem elas desconhecem, tais como: aviões convencionais com padrões de iluminação inusitados, balões de alta altitude, insetos luminosos que adoram aparecer em fotos e vídeos, planetas vistos em condições atmosféricas incomuns, miragens e aparições ópticas, nuvens lenticulares, meteoros, satélites, ogivas, lançadores de foguetes reentrando espetacularmente na atmosfera, etc.. Ainda há também a possibilidade de cometas dissipando-se na atmosfera.

E mais: as ondas de rádio, quando viajam em trajetórias curvas, devido a inversões da temperatura atmosférica, também podem provocar visões e percepções, simultaneamente, pelas pessoas e pelo radar, sem que haja nada. A quantidade de satélites lá em cima é tão grande que, todos os dias, um ou dois são disparam destroços visíveis a olho nu.

O ceticismo deveria fazer parte de nossa cultura. Assim como, por exemplo, ao comprarmos um carro, somos críticos e céticos, para não cairmos em armadilhas, deveríamos ser assim também com relação à OVNIS e outras coisas. Mas infelizmente nossa cultura é inundada de credulidade. OVNIS, infelizmente, até agora, não foram vistos por nenhum cientista e também não acharam, ainda, vida extraterrestre, que pode haver, claro.

Aliás, eles torcem muito para encontrar, isso economizaria milhões de dólares, não é mesmo?

Você já viu um alienígena?

Já entrou em contato com alguém que tenha visto algum? Eu não, mas o fato é que se, analisarmos astronomicamente a coisa, a possibilidade de uma visita alienígena é remotíssima.

E sabe por quê?

Para quem não conhece, o Projeto SETI (sigla em inglês para Search for Extra-Terrestrial Intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre) foi criado exatamente para isso, a busca de vida inteligência em nosso Universo. Vasculham 24 horas por dia em busca de sinais através de ondas de rádio e, apesar disso, até agora não se ouviu absolutamente nada.

Então, vamos pensar: se alguma nave entrasse na nossa atmosfera e abduzisse alguém, você realmente acha que o SETI não teria percebido?

Por que as ditas abduções são feitas somente em pessoas que são desequilibradas emocionalmente falando? E essa fala não é minha, é do Professor Steven Hawking , com muito mais conhecimento de causa do que eu.

Steven Hawking é um doa maiores físicos teóricos da atualidade, uma mente brilhante encarcerada num corpo debilitado por possuir uma doença degenerativa, mas apesar de tudo isso, não perdeu sua genialidade nem seu bom humor.

O professor não descarta a hipótese de vida extraterrestre, mas é alguma espécie de vida, como bactérias, micróbios etc. E na realidade nem descartou a hipótese de alienígenas, mas isso seria uma hipótese remotíssima, visto que já vasculhamos planetas que estão a centenas de anos luz de nós e não achamos nada. Então, como uma civilização, viajando na velocidade da luz, por centenas de anos, conseguiria chegar aqui sem morrer no meio do caminho? Ele também brinca com essa possibilidade de visita extraterrestre, pois como todo físico, ele acha que uma hipótese nunca está totalmente descartada. Mas, repito: as possibilidades são ínfimas.

Além disso, defende a hipótese do Universo ter sido criado a partir do nada, ou seja, não existiu algo que o criasse, simplesmente ele apareceu do nada. Mas para nós, seres humanos, é muito difícil entender isso. Se as leis da física estão muito avançadas, ainda existem muitas perguntas sem respostas e quanto mais sabe, mais leques de incógnitas vão surgindo.

As teorias da origem e formação do Universo tal como o conhecemos hoje são baseadas em dados matemáticos e, quando possível, em experiências que as comprovam. Ou seja, não são hipóteses criadas da imaginação de uma pessoa, mas de cálculos e mais cálculos matemáticos, feitos por muitos cientistas.

Quando Hawking diz que a probabilidade de existirem ETs nos visitando é muito pequena, é porque já foram feitos milhares de cálculos e não só ele, como outros cientistas do mundo todo também. Isso é ciência, Não se pode apenas falar, a coisa tem que ser provada, pelo menos matematicamente por toda uma equipe de cientistas.

Histórias de naves alienígenas visitando a Terra são mera especulação. Não existe nenhum dado real que prove isso, até agora, o que não quer dizer que nunca teremos. Só que a possibilidade é muito pequena. Por isso, cuidado com alguém que lhe disser que viu uma nave espacial, peça que procure ajuda psiquiátrica, pois o caso pode ser sério.



Apresentação de Steven Hawking no evento TED , realizado em 2008.

Astronomia ou Astrologia

No inicio da minha graduação, um professor do primeiro ano, Fernando Cachucho, por quem tenho uma profunda admiração, me fez um desafio: durante um ano acompanhar horóscopos de jornais e ver a ligação e coerência entre eles. Além de aceitar e fazer o desafio proposto fui além. Mandei fazer um mapa astral meu e um de meu primo, que nasceu no mesmo dia que eu, em ano e hora diferentes, e de mais duas pessoas, com signos diferentes.

Depois de analisarmos os mapas, concluímos que todos eles “previam” ou diziam as mesmas coisas, para todas as pessoas. Só mudavam a ordem das afirmativas. Porque as pessoas, em geral, possuem as mesmas qualidades e os mesmos defeitos, variando muito pouco quando confrontamos suas individualidades com as características de grandes grupos. Que é o que faz a astrologia: estabelece uma série de características para grandes grupos de indivíduos, conforme os seus signos.

 Apesar de nossas vidas serem afetadas por estrelas, planetas e corpos celestes, as leis físicas do movimento podem explicar perfeitamente essa interação e posso garantir que não há nada de místico. Na realidade, a única coisa em comum entre astronomia e astrologia é o radical grego – astrós, estrela – que as inicia.

Elas já andaram juntas, sim. E se confundiram, na antiguidade. Até que Cláudio Ptolomeu (90 d.C. 168 d.C. ,aproximadamente), cientista de origem grega, nascido na cidade de Ptolemaida Hérmia, separou as duas, escrevendo o livro, chamado Tetrabiblios, onde sugeria que a ASTRONOMIA FOSSE CONSIDERADA UMA CIÊNCIA. E não foi só isso: nele, Ptolomeu afirmava que a Terra não era o centro do Universo. Como vocês podem perceber, Galileu Galilei (1564-1642) não foi o único “culpado”. Mas essa é outra história.

Esclareçamos bem a diferença entre as duas matérias, Astronomia e Astrologia.

O astrônomo se preocupa com a origem, a evolução, composição, classificação e dinâmica dos corpos celestes. Possui, para isso, uma formação superior e um domínio da física e da matemática.

Já a astrologia não é exatamente uma ciência, apesar de muitos a classificarem como tal.  Ela dá ênfase a apenas um grupo de astros dentro do nosso Sistema Solar. Dita a conduta moral e, muitas vezes, o destino do indivíduo, baseando-se nas posições e deslocamentos no céu desde a data e hora do seu nascimento. Sua visão do Universo é baseada em princípios místicos de sua origem e existência.

Como demonstrou nossa pequena experiência, os horóscopos publicados em jornais e revistas e os chamados mapas astrais só mudam a ordem das “previsões”, pois elas são as mesmas para, praticamente, todas as pessoas. E, conforme as leis matemáticas, “a ordem dos fatores não altera o produto”. Então tanto faz você ler um horóscopo do ano de 1999 ou do dia de hoje.

Duvida? Então faça a experiência. Eu o desafio.

Trecho da série COSMOS, estrelada por Carl Sagan, astrônomo americano (1934-1996) 

As profecias de Nostradamus

Ainda não consigo entender as profecias, pois até hoje, 99% foram “furadas”. Então onde está a previsão, a “profetização”? Vou falar neste artigo de um dos “maiores” profetas de todos os tempo (pelo menos é o que a mídia divulga). Mas Nostradamus foi realmente um profeta? Que espécie de profeta só prevê coisas ruins? Não vai acontecer nada de bom no nosso mundo?

 Vamos entender isso:

Michel de Notre-Dame nasceu em 14 de dezembro de 1503 na cidade de Saint Remy de Province, no sul da França.  Formado em medicina, aprendeu letras e ciências, inclusive as ocultas, como a astrologia. Politicamente se destacou como conselheiro dos reis da França, Henrique II, Francisco II e Carlos IX, além de ser o homem de confiança da rainha Catarina de Médicis.

Vamos considerar também que, naquela época, a alquimia, astrologia, física, matemática, astronomia e química eram uma coisa só. Eram consideradas práticas científicas extremamente vigiadas pela Igreja católica, com isso vário trabalhos eram publicados em uma linguagem figurada e por códigos.

Nostradamus escreveu suas profecias em frances, mas usou também o latim, o grego e o italiano para que algumas coisas ficassem meio obscurecidas, incluindo símbolos, metáforas e palavras com erros ortográficos. E muitas dessas profecias originais foram adaptadas para os acontecimentos de hoje.

Após os ataques de 11 de setembro, Nostradamus se tornou popular. As pessoas adoraram a idéia de profecia. Na realidade gostamos daquilo que não sabemos, gostamos do mistério. Tentar descobrir algo que não conhecemos é fascinante, como o nosso futuro por exemplo. E é assim que existem tanto profetas, adivinhos, cartomantes, quiromantes e etc., pois se utilizam da curiosidade do ser humano.

As pseudociências estão tomando conta da credulidade das pessoas. A falta de cultura e de informação faz com que fiquem cada vez vulneráveis. A falta de cultura e de informação faz com que fiquem mais vulneráveis. E não me refiro só a ciência, me refiro a todas as áreas, inclusive a política. Vamos começar um novo ano questionando o que “querem” que a gente acredite. Questionem sempre!

A estratégia por trás da “Leitura Fria”

Quem não gostaria de saber o futuro? Imagine você conseguir saber seu futuro, saber que vai cometer vários erros, mas não pode mudá-lo, afinal, já está traçado? Pois é assim mesmo que muitos videntes, médiuns e pseudocientistas veem as coisas.

Ah! Mas tem outra coisa: afinal, segundo eles, temos livre arbítrio. Mas o que é livre arbítrio? É a liberdade de tomarmos decisões, independentemente da vontade de um deus ou da sua decisão estar certa ou errada.

Opa! Então como existem pessoas que preveem o futuro, se podemos mudá-lo a qualquer momento? Se deus é onipresente, onipotente e nada acontece sem a sua permissão ou consentimento, cadê o nosso livre arbítrio?

Estranho!

Mas não vou questionar deus, afinal, ele não tem nada a ver com isso.

Os métodos científicos têm revelado confiança no sobrenatural, mas não totalmente. Em inúmeros estudos feitos, videntes ou pseudocientistas utilizam jogos estratégicos com métodos bastante previsíveis. Utilizam uma técnica que, traduzida para o português, chamou-se Leitura a frio.

Existem várias estratégias que induzem as pessoas a verem significados e pormenores pessoais em coisas sem sentido. Se não funcionar, mudam a estratégia e sugerem à pessoa que reflita em casa, pois “estão tendo uma forte visão” ou uma “forte sensação”. Mas como “sugestão”, a pessoa sempre vai encontrar um elo dentro de sua imaginação.

A pseudociência, assim como a ciência, faz previsões. Mas a diferença é que na pseudociência não há uma evidência e nenhum teste para a comprovação de sua falsidade. Não há nenhum ceticismo que abra a possibilidade de comprovação prática, através de testes.

Os astrólogos, por exemplo, afirmam que estamos numa conexão direta com os mecanismos do cosmo. A astrologia é muito antiga, mas na astrologia de hoje usam dados científicos para fazer previsões ou “adivinhar” o comportamento de cada ser humano de acordo com o dia, a hora e o ano de nascimento, calculando o movimento de corpos celestes para forjar revelações astrológicas. Isso é uma astrologia disfarçada de ciência, pois não tem nada a ver com a astrologia de antigamente.

No mundo quântico, por exemplo, podemos prever onde está um elétron dentro do átomo ou a probabilidade de uma determinada partícula radioativa decair durante certo intervalo de tempo. Mas existem sistemas que nem a física consegue prever e duvido que algum vidente o consiga, pois são realmente imprevisíveis e são chamados “sistemas caóticos”

O clima, por exemplo, é caótico. Por isso as previsões de tempo ás vezes erram. No Brasil, chamamos de “efeito borboleta” e foi essa barreira imposta às boas previsões que levou o cientista Edward Lorenz a questionar se “as batidas das asas de uma borboleta no Brasil pode desencadear um tornado no Texas”. Mas, mesmo em um sistema caótico, os cientistas conseguiram encontrar uma ordem e matematicamente ordenam o caos. Mas duvidam que os videntes, médiuns ou pseudocientistas consigam tal proeza.

A ciência também investiga o que há por trás dos tais “poderes psíquicos”. E o que realmente se descobriu, pelo menos até agora, foram técnicas bastante sutis para simular o que chamam de “poderes adivinhatórios ou mediúnicos” ou algo parecido. Apesar das tentativas, a ciência ainda não encontrou uma ligação mental ou “espiritual” a ponto de haver essa qualquer tipo de troca de informações entre o mundo físico e o mundo “paranormal”.

Tivemos que percorrer um longo caminho para compreender a natureza e chegarmos ao ponto que chegamos. Os avanços científicos e tecnológicos são muitos. Não tememos mais a ira de um deus quando está relampejando e não derramamos mais chumbo derretido nas botas das mulheres por serem bruxas, como acontecia alguns séculos atrás. Deveríamos estar orgulhosos disso, pois a ciência e a tecnologia estão nos  fazendo evoluir cada vez mais, e a ciência não mais se curva às superstições e às demagogias do passado. E agora, nesse século 21, temos que refletir se continuamos a  ser mais céticos e questionadores. Afinal, a pseudociência é um gigantesco e lucrativo negócio. Tão lucrativo, que há escolas de astrologia e até universidades de grande prestígio que já tiveram ou estão criando cursos de astrologia. Falaremos disso no próximo artigo.

Os maias realmente previram o fim do mundo?

Todos nós temos a tendência a fazer previsões, geralmente ruins. Por exemplo, se você se atrasar para chegar em casa, sua mãe vai ficar preocupada e automaticamente vai supor que aconteceu algo (ruim) com você. Se o seu (sua) namorado (a) não telefonar, você já vai imaginar mil coisas e geralmente o pior. E é isso que muitos pseudocientistas fazem. Aproveitam-se disso para ganhar dinheiro.

A civilização Maia viveu na América Central e do Sul, aliás, ainda existem maias que habitam essa região. O motivo para o fim da civilização Maia ainda é um mistério, as teorias vão desde invasões, declínios ambientais, superpopulação, etc.

O calendário Maia se inicia em 13/08/3 114 a.C. Era um povo muito avançado na área da aritmética e da astronomia.  A contagem era feita por KAKTUNS que era equivalente a 3.125 anos e foi através de cálculos que chegaram a essa data tão “fatídica”.

Existiram três calendários Maias com ciclos e esse último é considerado o mais longo dos ciclos. Esses ciclos seriam equivalentes às nossas Eras, como Pré-História, Idade Antiga, Idade Média etc., só que no caso dos Maias era baseado em dados astronômicos.

O Professor Michael D. COL acredita que, se os Maias ainda estivessem vivos, a data de 21/12/2012 seria celebrada como se fosse um feriado. Porém, nem a história nem a ciência comprovam essas teorias.

Em nenhum momento está escrito que o mundo acabaria: muito pelo contrário, acabaria um ciclo e começaria outro. O motivo pelo qual não existe outro calendário pode ser diverso, não é porque não foi explicado histórica ou cientificamente que precisamos “achar isso ou aquilo”.

E é exatamente o que acontece com a teoria Maia relacionada ao fim do mundo. O que esses pseudocientistas fazem é lançar uma estória em cima da história, virando assim um conto de fadas, mas nesse caso com um final infeliz.

É incrível como ainda insistem em fazer previsões absurdas. Será possível que a memória dessas pessoas seja tão curta que não se lembram dos alarmes que foram feitos em 1997, 1999 e depois em 2000 com relação ao fim do mundo?

Os povos antigos não faziam previsões, mesmo Nostradamus, que dizem ter previsto algumas tragédias, nunca previu nada, o que foi feito é que pegaram trechos aqui e ali dos seus livros e os adaptaram para tragédias acontecidas, como foi o caso das Torres Gêmeas. E daqui a pouco estarão fazendo isso com relação à data do suposto fim do mundo, se é que já não o fizeram.

O fim do mundo um dia vai chegar, é fato! Um dia nosso Sol irá se tornar uma Gigante Vermelha e assim a vida será extinta na Terra, mas isso vai demorar alguns bilhões de anos. Acho que dá tempo de aproveitarmos bastante, não é?

Então, já que temos tempo suficiente, vamos aproveitar esse novo ano ou novo ciclo Maia, como preferir, para começarmos a ser menos alarmistas e mais céticos. Ao invés de acreditarmos em “qualquer tragédia”, vamos nos informar se o que está sendo dito tem realmente um fundamento. Assim, com certeza, seremos mais felizes.

Afinal, essa é a verdadeira busca da humanidade: FELICIDADE.

Então: um feliz ano novo, sem tragédias, para todos!