A história da Exploração Espacial – Parte 2

Si Belle, La Science — Por em maio 23, 2012 as 9:30

O espaço, a fronteira final…” (Capitão Kirk)

No artigo anterior, eu falei sobre o início das explorações espaciais e terminei falando das missões da Vostok. Agora vamos dar continuidade a essa história.

Depois dessas missões, a URSS começa a decair, com vários acidentes que ocasionaram atraso para sua conquista da Lua. Apesar disso, eles desenvolvem dois projetos: o Salyut e Almoz e, através desses projetos, o ser humano consegue uma longa permanência no espaço. Também desenvolveram um veículo reutilizável, como os EUA. E mesmo não tendo conseguido levar o homem à Lua, foram bem sucedidos pelo projeto da Estação Espacial Internacional. Hoje, o programa espacial da Rússia conta com as naves Soyuz, Progress e o poderoso foguete Proton.

Nessa corrida, os EUA entram na frente e, em 1958, a famosa NASA foi criada. A partir daí, ela desenvolve o projeto Gemini, uma nave tripulada por seis astronautas que realizavam manobras em órbita na Terra e foi através desse projeto que começaram a desenvolver a tecnologia para mandar o homem à Lua.

Em 1958 a nave Apolo pousa na Lua antes da URSS (Rússia) e o astronauta Armstrong pisa na Lua e diz sua famosa frase: “Esse é um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade.”

Com certeza foi um grande passo para a humanidade: depois dessa tiveram mais seis missões da Apollo e doze astronautas pisaram na Lua. Mas, após a Apollo 18, a NASA resolve aposentá-la e desenvolve o ônibus espacial, em 1981.

Cinco espaçonaves no mesmo estilo do ônibus espacial foram usadas em diversas missões no espaço: A Columbia, a Challenger, a Discovery, a Atlantis e a Endeavour. Existem outras, mas foram destruídas em tragédias da exploração espacial, nem vale a pena citá-las, afinal estamos falando de sucessos e não de fracassos, não é mesmo?

Mas não são só os EUA que têm seus programas espaciais. O Reino Unido, com seu Centro Espacial Nacional Britânico (BNSC, sigla em inglês), colabora com a NASA e a ESA (Agência Espacial Européia). A China também tem o seu programa espacial iniciado em 1956, junto com a extinta URSS. Mas, devido às divergências políticas, se separaram. Mesmo assim, a China continuou seus testes e experiências e, na década de 60, construiu e lançou diversos foguetes.

Deixemos o passado um pouco de lado, não que ele não seja importante, e vamos falar do presente e do futuro. Recentemente, a Comunidade Europeia e o Japão entraram nessa disputa espacial junto com a Rússia e os EUA.

Há quem pense e diga que essas explorações espaciais são mero desperdício de dinheiro, mas a coisa não é bem assim, não! A Estação Internacional Espacial conduz a experimentos que, no nosso planeta, não seriam possíveis, devido à gravidade. O ambiente da “microgravidade” das estações espaciais, além de produzir grandes efeitos em tudo, podem trazer excelentes resultados no combate às doenças causadas pelo envelhecimento, como por exemplo, a osteoporose. Isso seria fantástico, afinal a expectativa de vida vem aumentando cada dia mais e vamos poder viver mais e melhor graças às descobertas e invenções proporcionadas pela exploração espacial.

E mais, estamos apenas engatinhando e, independente de o Universo ser finito ou infinito, ainda temos muita coisa pra ver.  No próximo artigo, escreverei sobre as ultimas notícias e novidades dessas explorações espaciais, pois ainda há muita coisa por vir e a fronteira final, como disse o capitão Kirk, ainda está muito longe para alcançarmos.

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