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Possibilidades de Planetas Habitáveis – Parte 2

O Universo ao seu alcance — By on abril 11, 2012 at 8:32

O Projeto SETI

Toda essa busca para encontrarmos respostas a essas perguntas se iniciou com o famoso Projeto SETI.
SETI (da sigla em inglês: Search for Extra-Terrestrial Intelligence, que significa: Busca por Inteligência Extraterrestre) é um projeto que tem por objetivo analisar o máximo de sinais de rádio captados por radiotelescópios terrestres, a partir da aceitação que se existe formas de vida inteligente em nosso Universo!

O passo inicial para se aceitar vida fora da Terra se iniciou com a fabulosa Teoria da Evolução de Charles Darwin. Podermos entender que a vida evolui de acordo com o meio ambiente em que se desenvolve, foi um marco histórico para entedermos a biodiversidade em nosso planeta. A partir desta constatação, é fácil imaginar como alguns cientistas puderam propor e aceitar a possibilidade de vida fora do planeta Terra.
Um grande colaborador para a existência deste Projeto foi o Astrônomo Carl Sagan (1.934 – 1.996), um dos maiores divulgador da Astronomia para o público leigo. Sagan sempre acreditou ser possível acontecer um contato com vida fora da Terra. Um de seus livros, traz exatamente este tema e que acabou indo parar no cinema com o mesmo nome do livro: CONTATO.

A maneira de captar informações vinda do espaço profundo originada por uma civilização extraterrestre ocorre atraves de um Radiotelescópio. Um Radiotelescópio capta ondas eletromagneticas com frequencias diferentes da luz visível que um telescópio óptico capta. Acredita-se de que, da mesma maneira como a nossa civilização envia ondas de rádio ao espaço, uma civilização mais avançada do que a nossa, tambem já deve ter feito isso e assim poderemos captar esses sinais vindos de outros planetas da própria superfície da Terra. Estamos literalmente, ouvindo as estrelas, para encontrar nossos irmãos cósmicos.

Arecibo

O Radiotelescópio de Arecibo (foto), faz parte do Centro Nacional de Astronomia e Ionosfera (NAIC), um centro de investigação nacional, operado pela a Universidade de Cornell, em acordo cooperativo com a Fundação Nacional de Ciências (NSF). A NSF é uma agência federal independente, cujo objetivo é promover o progresso da ciência e a engenharia nos Estados Unidos. Este Radiotelescópio opera, 24 horas todos os dias. Todos os resultados de investigação são publicados na literatura científica, a qual está acessível ao público.

Por ser o maior radiotelescópio de uma só parabólica do mundo, o Observatório é reconhecido como um dos centros nacionais de investigação mais importantes na área da radioastronomia, astronomia planetária e de estudos atmosféricos. As facilidades do Observatório de Arecibo estão disponíveis para seu uso, em uma base de igualdade competitiva para os cientistas de todas as partes do mundo. Idealizado pelo Professor William E. Gordon, da Universidade de Cornell, ele foi inaugurado no dia 1 de Novembro de 1.963.

Hoje, o SETI conta com outro radiotelescópio muito poderoso para suas pesquisas, o maior radiotelescópio manobrável do mundo – o chamado Telescópio Green Bank – para procurar sinais de vida inteligente nos exoplanetas detectados principalmente pelo Telescópio Espacial Kepler que já detectou uma grande variedade de exoplanetas.

O Astrônomo Americano Frank Drake, foi o fundador do Projeto SETI e também elaborou uma fórmula matemática para demonstrar estatisticamente a quantidade de possíveis planetas com condições de desenolver formas de vida inteligente por nossa galáxia. Esta fórmula ficou conhecida como a Equação Drake.

As variáveis da Equação Drake são:

N = E x P x S x V x I x T x C

Sendo:

N é o número de civilizações com tecnologia para se comunicarem em nossa galáxia;

E é o número de estrelas que se formam por ano em nossa galáxia;

P é a fração, dentre as estrelas formadas, que possui um sistema planetário;

S é o número de planetas com condições de desenvolver a vida por sistema planetário;

V é a fração desses planetas que de fato desenvolveram a vida;

I é a fração, dentre os planetas que desenvolveram a vida, que podem chegar a vida inteligente;

T é a fração, dentre os planetas que chegam a vida inteligente, que desenvolve tecnologia avançada e

C é a duração média, em anos, que uma civilização inteligente deve durar.

Esta equação nos mostra as muitas variáveis que estão em jogo para se chegar a uma resposta definitiva. O interessante é que por mais pessimista que sejamos quanto a valores dessas variáveis, ainda assim o valor final são sempre milhares de planetas com este potencial!

É bom lembrar, que todo esse cálculo é feito apenas para nossa galáxia, a Via Láctea, onde existem cerca de mais de 200 bilhões de estrelas. Hoje, estima-se a existência de mais de 150 milhões de galáxias pelo nosso Universo, cada uma com média de 200 bilhões de estrelas!

Dá para se imaginar o valor de “N” para o Universo!

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1 Comentário

  1. marcio de vargas disse:

    se realmente for verdade esta hipotese, proximo a terra uns 60 anos luz deve haver umas 30 civilizações ou mais.

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