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Possibilidades de Planetas Habitáveis – Parte 5

O Universo ao seu alcance — By on abril 20, 2012 at 17:46

Sempre que falamos em procurar vida fora da Terra vem a nossa mente o famoso planeta vermelho, Marte. Este planeta esta sendo monitorado por várias sondas não tripuladas, o que vem aumentando significadamente os dados obtidos para se esclarecer de uma vez por todas a existência de água na superfície, pois em seu subsolo já esta comprovada essa presença. Em Marte, existem traços geológicos de água corrente em superfície, traços esses, ocorridos num passado remoto. Ainda não se sabe o porquê da água ser encontrada somente no subsolo e não mais na superfície do planeta. Um mistério ainda não solucionado entre tantos outros deste intrigante planeta. De qualquer forma, Marte é o planeta que possui maiores condições físico-químicas para poder desenvolver ou já ter desenvolvido qualquer forma de vida.

Com a proposta da NASA, de se construir uma base em Marte para futuras missões poderem explorar cientificamente este planeta, os astronautas que tiverem este privilégio terão muito trabalho para conseguirem comprovar a tão sonhada vida marciana. A radiação cósmica na superfície de Marte devido sua tênue atmosfera de gás carbônico é muito alta e isto se torna um grande obstáculo para a vida se desenvolver. Se num passado remoto Marte possuiu uma atmosfera mais densa devido à presença da água em sua superfície, pode ser o indício de que a vida pode ter existido ali. Hoje, com toda essa radiação, até mesmo a presença dos astronautas com roupas especiais se tornam preocupantes para exploração de Marte. Por isso que se estuda a possibilidade de envio de robôs e não seres humanos para essa exploração em solo marciano. O problema, é que se têm dúvidas se um robô poderia realmente exercer o papel de um humano em todos os sentidos para se estudar sua superfície numa sensibilidade tal, que possibilite a real busca pela vida marciana.

Mas, em nosso sistema solar, Marte não é o único candidato a poder desenvolver ou ter desenvolvido a vida. Existem outros astros que se destacam com suas características favoráveis, como por exemplo, o satélite natural de Júpiter, Europa.

Este satélite Joviano, possui uma crosta congelada e abaixo dela existe uma grande quantidade de água em estado líquido. Este astro será objeto de estudos nos próximos anos.

O efeito gravitacional de Júpiter sobre Europa é muito mais forte que o efeito da Terra sobre a Lua, devido à massa de Júpiter. Essa força gravitacional exercida sobre Europa pode provocar um aquecimento na água abaixo da crosta devido a movimentos convectivos no interior de Europa provocados por Júpiter. A temperatura na superfície de Europa está em torno de mais de 100 graus Centígrados negativo, mas este efeito gravitacional faz com que a água possa se manter líquida em seu interior.

Havendo água, a questão é saber se existem moléculas orgânicas em Europa. Esta resposta teremos concerteza nos próximos anos, pois deverá haver uma missão não tripulada para pousar na superfície de Europa num futuro não tão distante.

Júpiter é quase um Sistema Solar em miniatura. Esse planeta emite ao espaço 2,5 vezes mais calor do que recebe do Sol. Na verdade, Júpiter é considero uma proto-estrela, ou seja, uma quase estrela. Se ele possuísse um pouco mais de massa, poderia ter condições de realizar reações termonucleares em seu núcleo, se transformando numa estrela. Para nossa sorte, isso não acontece, pois se assim fosse, com duas estrelas em nosso sistema, seria difícil a Terra ter uma órbita estável e poder evoluir a vida que desenvolveu.

Assim, em outros sistemas planetários, se espera que para um melhor desenvolvimento da vida e uma evolução sem muitos cataclismos naturais, um planeta habitável em sua ZH (Zona de Habitabilidade) se desenvolva melhor em sistemas com apenas uma única estrela como o nosso. Em sistemas planetários com duas ou mais estrelas, seria teoricamente mais complicado para a vida se desenvolver, aumentando em muito as variáveis para que isso seja possível. Então a busca por novos sistemas planetários se resume em sistemas com uma única estrela.

Um dos satélites de Saturno, Titã, também possui condições interessantes para poder ser estudado com mais detalhes. É o único satélite natural de nosso sistema solar que possui uma atmosfera considerável. Esta atmosfera tem semelhança com a atmosfera que nosso planeta possuía a 3,5 bilhões de anos atrás, se tornando também um candidato a busca de vida fora da Terra. Titã já foi visitado por uma sonda não tripulada e se descobriu lagos e rios de Metano líquido, o que aumentou a possibilidade desse satélite natural vir a desenvolver formas biológicas ou já ter desenvolvido. Há a necessidade de uma nova missão a Titã para se obter mais dados e assim se poder confirmar ou não nossas suspeitas sobre essa intrigante lua de Saturno.

Além de Titã, Saturno possui outro Satélite Natural de destaque, Encéladus ou Encélado (foto). Este pequeno satélite de apenas 498,8 km de diâmetro equatorial, possui uma atividade geológica interessante. Já se registrou nesta lua, a presença de vapor de água como uma fina e tênue atmosfera originada de atividades em sua superfície. A sonda Cassini parece ter encontrado recentemente provas da existência de reservatórios de água líquida, que entram em erupção ao estilo de gêiseres (que podem atingir mais de cem metros de altitude devida à reduzida força gravitacional na superfície dessa lua). A existência deste tipo de atividade geológica num mundo tão pequeno e frio acrescenta significativamente o número de habitats com capacidade de sustentar organismos vivos em nosso “inexplorado” sistema solar.

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7 Comments

  1. DELNI CHAGAS disse:

    Olá Professor;
    Surge-me uma pergunta:
    Essas tentativas,pelo Homem, de encontrar condições de Vida em outro Plano teria a mesma finalidade de “saquear” mais um Planeta, assim como este foi e está sendo?

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    prof emerson perez Resposta:

    boa…rs pode ser…!!! mas espero que não…!

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    Prof Gabriel Resposta:

    boa ate ser

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  2. vitor disse:

    Muito legal. Eu gostei disso.

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    prof emerson perez Resposta:

    ok…

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  3. roanldo disse:

    Olá,gostaria de dizer que recentemente fiquei sabendo que saiu um artigo cientifico dizendo que as ultimas analises da radiação cósmica que chega a Marte pode não ser tão perigosa para a vida humana.Ou seja,em missões futuras a radiação cósmica não sera um problema para a exploração de Marte.

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  4. Cleber disse:

    “…sistemas com apenas uma única estrela como o nosso…”
    Olá! Fiquei com uma dúvida, diante do esposto acima: Quando se diz “sistema com uma única estrela”, é uma referência exclusiva ao sol? Caso não seja, e esta imensidão de estrelas que enxergamos todas as noites no céu… Estão todas fora do nosso Sistema? Nenhuma das estrelas que enxergamos tem a sua existência diretamente ligada ao planeta terra, assim como a lua? Nós só as enxergamos porque elas estão “à mostra”, mas não têm nada a ver com a terra??? Abraços!!!

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