Extraterrestres

Por Aristheu Alves

aristheu@seaacaracatuba.com.br

Representante e vendedor que eu era, de uma indústria de chocolate de São Paulo, todos os meses eu viajava para o Estado de Santa Catarina, setor de minha responsabilidade para fazer visitas aos clientes cadastrados que assiduamente faziam seus pedidos de chocolate. Periodicamente viajava para aquela região, pois, esse era o meu trabalho e como vendedor, dependia das vendas que fazia porque meu salário era por comissão.

Numa pequena cidade no sul de Santa Catarina onde cheguei pela primeira vez, hospedei-me no principal hotel da cidade e durante o dia procurava conhecer os novos clientes daquele lugar, mas, fiquei surpreso com certos comentários que ouvi e então percebi que coisas estranhas estavam acontecendo naquele lugarejo e com isso a população vivia amedrontada. Fiz daquela cidade um posto avançado para o meu trabalho. Saia de manhã no meu carro para visitar as cidades vizinhas e voltava ao entardecer, depois de um dia árduo de luta para angariar pedidos de chocolate. A vida do vendedor depende de muita paciência e persistência, atributos necessários para quem deseja ganhar boas comissões sobre as vendas. Já no quarto do hotel, para aliviar o estresse, ligava o televisor para ver o noticiário, mas, as notícias eram desanimadoras e tudo mostrava que alguma coisa de anormal estava acontecendo naquela cidade catarinense. No dia seguinte quando lia as manchetes do jornal, fiquei surpreso com mais noticias esquisitas que me deixavam apavorado. Então, tomei a decisão de fazer uma investigação a respeito, por conta própria e passei a agir como se fosse um repórter.

Nas empresas onde eu me apresentava como vendedor, aproveitava e perguntava aos funcionários sobre o que estava acontecendo naquela cidade onde reinava aquele estranho pressentimento que dominava seus habitantes. Também, nas ruas por onde passava, entrevistava as pessoas, mas, ninguém me dava uma resposta que esclarecesse a minha curiosidade, porém, eu percebia que a população tinha medo de alguma coisa mas, não revelava. Depois de quinze dias trabalhando naquela região, eu precisava voltar para a capital paulista, porém, decidi que ficaria alguns dias mais quando percebi que minha investigação particular poderia dar resultado, depois que conversei com diversas pessoas idosas, observei que algumas falavam frases bíblicas como, “Fim do Mundo”, Final dos Tempos” e “Apocalipse”.

Os jovens não se envolviam com o assunto dominante, enquanto que os mais velhos viviam preocupados imaginando que algo terrível poderia acontecer a qualquer momento. Uma senhora aposentada, dona de uma lanchonete me garantiu que um freguês que lá apareceu era estranho e causava medo, pois, devido ao frio intenso, ele usava uma roupa colante que cobria até a cabeça, deixando apenas o rosto de fora e mostrando uns olhos grandes, amarelos e brilhantes como o ouro. Ao tomar conhecimento daquela revelação, fiquei assustado, acreditando que o povo daquela cidade estava perdendo a razão ou, de fato, o mundo estava passando por certas transformações a começar por aquele lugarejo.

De vendedor, passei a repórter e também investigador. Meu desejo era descobrir novos fatos que pudessem concretizar tudo o que eu já estava pensando, até numa investigação da minha curiosidade alguém me falou sobre a aparição de “Discos Voadores” naquela região e ainda afirmou que os ET’s já viviam rondando a cidade, mas, seria verdade ou apenas alucinações? Fiquei em dúvida! Fiquei apreensivo! Estaríamos então no “Final dos Tempos?” Quem podería me dar a resposta? O padre? O pastor evangélico? O médium espírita? Não sei. A verdade é que naquela noite eu não consegui dormir plenamente porque tive vários pesadelos e no dia seguinte acordei cansado, meu corpo estava um verdadeiro bagaço. No hotel, enquanto tomava o café da manhã, dei uma rápida olhada no jornal e deparei com a manchete, “Objeto Luminoso Sobrevoou a Cidade”. Eu que nunca acreditei nessas histórias de estranhos objetos voadores, fui ficando preocupado. O pior de tudo aconteceu depois… Por todos os lugares por onde andava, eu sentia que alguém me acompanhava, mas, eu nada via, era como se fosse uma assombração a me seguir. Por causa disso, o meu trabalho de vendedor estava sendo prejudicado, uma vez que passava a maior parte do tempo pesquisando, entrevistando ou investigando sobre aquele assunto que tomou conta da cidadezinha.

Quase todos os dias havia comentários a respeito na emissora de rádio local. Foi então que percebi o motivo da angustia daquela população. A realidade era inacreditável! A pequena cidade catarinense estava sendo invadida por criaturas de outros mundos. Isso seria para o bem ou para o mal? Seria bom para o progresso da Terra? E as minhas interrogações ficaram no meu pensamento sem nenhuma resposta. Numa segunda-feira de manhã sai no meu Fusca para visitar os comerciantes de uma cidade vizinha. Na volta ao anoitecer, quando me dirigia para o lugarejo que adotei, já na entrada da cidade, antes de atravessar a ponte de um conhecido rio, fui surpreendido por um punhado de luzes coloridas que surgiram no céu e vinham em minha direção, mas, de repente, aquelas luzes foram se ajuntando até que formaram uma grande bola luminosa. Fiquei deslumbrado com o que vi, mas, aquela bola com aparência de uma nave, atravessou uma montanha e parou acima do meu carro projetando uma claridade indescritível e o motor do carro parou de funcionar. Assustado saí para fora do veículo e com a intensidade daquela luz, senti que estava desmaiando e perdi a noção de tudo…
Eu estava num lugar maravilhoso. O céu era cor-de-rosa, enfeitado por diversas luas. O sol era azulado e seus raios eram tão suaves que não chegavam a queimar a pele. As casas de forma esférica para desviar a força do vento. As pessoas eram fisicamente perfeitas e quando me olhavam eu sentia que elas liam meu pensamento. Não vi nenhum veículo que se deslocasse no chão. Todo o transporte era feito pelo espaço numa espécie de naves redondas, silenciosas e velozes que cortavam o ar a todo instante, de uma cidade para outra. Os homens, tudo sabiam, pois, além da pintura a óleo nas telas, eram músicos, escultores, escritores, mecânicos, engenheiros, astrônomos, farmacêuticos e dominavam também a medicina, foi o que pude constatar quando sob a orientação de um professor, visitei várias salas de trabalho.
Em outros lugares vi crianças que se divertiam vendo num supertelevisor, imagens das grandes cidades como Nova York, Tóquio, Paris, Londres ou Rio de Janeiro. Naquele lugar estranho, não vi nenhum animal. No cenário não havia árvores e a vegetação era rasteira com cores variadas. Dentro das casas reinava suave música e uma iluminação livre de fios e de lâmpadas. Aquilo tudo me fascinava. Seria um sonho? Eu estaria em outro mundo?

Como se fosse num passe de mágica, apareci na estrada onde havia deixado o meu carro para apreciar aquela misteriosa bola luminosa que surgiu no céu, mas, o meu Fusca não estava lá no lugar onde eu o havia deixado. O sol já estava alto e era grande o movimento de veículos que passavam pela ponte em direção à pequena cidade. Tive que pegar uma carona. Chegando lá, fui direto à Delegacia de Polícia para fazer um Boletim de Ocorrência. Eu estava certo de que o meu carro havia sido roubado. Contei ao delegado o que tinha acontecido e falei sobre as horas que fiquei perdido, talvez em outra dimensão, ele soltou uma gargalhada e disse que eu estava completamente louco.

— Você afirmou que deixou seu carro do outro lado do rio, perto da ponte, ontem ao entardecer, mas, há uma coisa errada em tudo isso, exclamou o delegado. Irritado eu questionei e ele garantiu que o meu Fusca foi encontrado dentro de um curral numa fazenda não muito longe da cidade e que o fazendeiro ficou chocado sem saber como pôde o carro aparecer no meio das vacas, Essa notícia me deixou transtornado, O delegado continuou:

— O gerente da fábrica de chocolate que você representa esteve aqui para comunicar o seu desaparecimento e também o dono do hotel onde você se hospedava, reclamou da sua ausência. Diante das palavras do delegado, fiquei tão decepcionado que acreditei haver perdido a memória, mas, insisti e supliquei-lhe para que me explicasse como foi possível acontecer tanta coisa se meu afastamento foi de tão pouco tempo? Então ele respondeu com muita autoridade:

— Amigo, me desculpe, mas, infelizmente você deve estar mesmo louco porque hoje está completando trinta dias do seu desaparecimento!

Star Destroyer

Apresentação

O Destróier Estelar (Star Destroyer) habita a imaginação de todo fã da saga Star Wars.

Sua aparição inicial, em 1977, na abertura do filme Star Wars (Guerra nas Estrelas), posteriormente renomeado para A New Hope (Uma Nova Esperança), foi um marco na história do cinema e da ficção científica como um todo.

Apesar da enorme variedade de naves apresentadas ao longo da saga, tanto nos filmes quanto em livros, revistas, jogos, etc, o Destróier Estelar continua sendo uma referência de fácil identificação para este Universo fabuloso em histórias.

Mais que uma nave específica, a denominação Destróier Estelar abrange toda uma família de naves, tendo sua origem nas fragatas transportadoras de tropas da classe Acclamator-I e Acclamator-II. O ápice do desenvolvimento destas formidáveis naves de batalha ocorreu com a construção dos Super-Destróiers Estelares (Super Star Destroyer – SSD), também conhecidos como Encouraçado Estelar Imperial (Imperial Star Dreadnought – ISD).

Abaixo encontra-se um resumo dos principais tipos de naves desta honorável família.

Fragata classe Acclamator

  • Universo: Star Wars
  • Afiliação: República (pré-império)
  • Tipo:  Transportador de Tropas e Naves
  • Classe: Aclamator
  • Comprimento: 752 metros
  • Início da Construção: 32 BBY1
  • Tripulação: 700 indivíduos
  • Complemento: 320 speeder-bikes; 80 canhoneiras de desembarque de tropas; 48 andadores AT-TE; 36 andadores SPHA; 16.000 soldados e pessoal de apoio; 156 caças na versão de transporte de naves.
  • Armamento: 4 lançadores de torpedos pesados; 24 canhões laser de defesa de ponto; 12 quad-torres turbolaser;
  • Defesa: Escudos defletores

 

Cruzador de Ataque classe Venator

  • Universo: Star Wars
  • Afiliação: República (pré-império)
  • Tipo: Cruzador
  • Classe: Venator
  • Comprimento: 1.137 metros
  • Início da Construção: ~28 BBY1
  • Tripulação: 7.400 indivíduos
  • Complemento: 40 canhoneiras de desembarque de tropas; 24 andadores diversos; 2.000 soldados e pessoal de apoio; 192 caças
  • Armamento: 8 torres duplas de turbolasers pesados; 2 canhões turbolaser duplos; 52 canhões laser de defesa de ponto; 4 lançadores pesados de torpedos de prótons
  • Defesa: Escudos defletores

Star Destroyer classe Victory

  • Universo: Star Wars
  • Afiliação: República (pré-império)
  • Tipo: Cruzador
  • Classe: Victory
  • Comprimento: 900 metros
  • Início da Construção: 20 BBY1
  • Tripulação: 5.200 indivíduos
  • Complemento:  2 esquadrões TIE; 4 naves de transporte classe Lambda; 6 naves de desembarque; 10 andadores AT-AT; 15 andadores AT-ST; 2.040 soldados
  • Armamento: 10 torres quádruplas de turbolasers; 40 torres duplas de turbolasers; 80 lançadores de mísseis de concussão
  • Defesa: Escudos defletores

Star Destroyer classe Imperial

  • Universo: Star Wars
  • Afiliação: República (pré-império)
  • Tipo: Cruzador
  • Classe: Imperial
  • Comprimento: 1.600 metros
  • Início da Construção: 19 BBY1
  • Tripulação: 36.000 indivíduos
  • Complemento: 48 caças TIE; 12 bombardeiros TIE; 12 veículos de abordagem TIE; 8 naves de transporte classe Lambda; 15 transportadores de stormtroopers classe Delta; 5 canhoneiras de assalto; 20 andadores AT-AT; 30 andadores AT-ST; 9.700 soldados
  • Armamento: 6 torres duplas de turbolasers pesados; 2 torres duplas de canhões de íons pesados; 2 torres quádruplas de turbolasers pesados; 3 torres triplas de turbolasers médios; 2 torres de turbolasers médios; 60 turbolasers pesados; 60 canhões de íons
  • Defesa: Escudos defletores

Star Destroyer classe Imperial II

  • Universo: Star Wars
  • Afiliação: República (pré-império)
  • Tipo: Cruzador
  • Classe: Imperial II
  • Comprimento: 1.600 metros
  • Início da Construção: 19 BBY1
  • Tripulação: 37.000 indivíduos
  • Complemento: 48 caças TIE; 12 bombardeiros TIE; 12 veículos de abordagem TIE; 8 naves de transporte classe Lambda; 15 transportadores de stormtroopers classe Delta; 5 canhoneiras de assalto; 20 andadores AT-AT; 20 andadores AT-ST; 9.700 soldados
  • Armamento: 8 torres óctuplas de turbolasers / canhões de íons; 5 baterias de turbolasers pesados; 31 baterias de turbolasers; 20 canhões de íons pesados
  • Defesa: Escudos defletores


Glossário

1        BBY – sigla para Before Battle of Yavin (Antes da Batalha de Yavin).

 

Imagens:
 

NCC-1701 Enterprise

Apresentação 

De todas as naves espaciais já concebidas pela ficção científica, a mais famosa e uma das mais cobiçadas é a USS Enterprise. 

Apresentada inicialmente na série Star Trek (Jornada nas Estrelas), que foi ao ar nos Estados Unidos em 1965, antes da chegada do homem à Lua. 

A sigla USS significa United Stars Ship (Nave das Estrelas Unidas), mas é também uma referência à sigla utilizada atualmente pela Marinha dos Estados Unidos, com o significado de United States Ship. 

O nome Enterprise foi ostentado por diversas naves, como pode ser visto na galeria de imagens, no final deste artigo. 

Em 2009 foi introduzida uma nova Enterprise, concebida no que seria um Universo ou Realidade Alternativa. Visualmente diferente da Enterprise original, possui uma linha temporal diversa, onde o jovem James T. Kirk acaba comandando a nave antes mesmo de concluir seu curso na Academia da Frota Estelar.  

Descrição 

  • Universo:  Star Trek
  • Afiliação: Federação dos Planetas Unidos
  • Tipo: Cruzador
  • Classe: Constitution (Constituição)
  • Local de Construção: Estaleiro Orbital de San Francisco
  • Início da Construção: 2243
  • Concluída em: 2245
  • Comissionada em: 2245
  • Registro: NCC-1701
  • Tripulação: 430 indivíduos
  • Velocidade Máxima: Dobra 5 (Dobra 7 por curtíssimos períodos)
  • Complemento: 4 naves auxiliares
  • Armamento: Torpedos Fotônicos e Baterias Phaser
  • Defesa: Escudos defletores
  • Propulsão:  Motores de impulso (sub-lux) e Motores de dobra (trans-lux)

Histórico 

Seu primeiro comandante foi o Capitão Robert April, seguido do Capitão Christopher Pike e do Capitão James Tiberius Kirk. 

A nave ganhou fama sob o comando do Capitão Kirk, durante seu período de 5 anos de exploração, que se estendeu de 2264 a 2269. 

Foi sob seu comando que a Federação dos Planetas Unidos encontrou os romulanos pela primeira vez desde a guerra Romulus-Terra. 

Até então, todos os contatos com esta raça haviam sido feitos por meio de transmissões de rádio, de modo que não se tinha conhecimento da aparência dos seres desta raça. Foi com surpresa que descobriram se tratar de descendentes da raça vulcana. 

Ainda sob o comando do Capitão Kirk, enfrentou a máquina robótica Planet Killer (Matador de Planetas) e viajaram ao passado, indo parar sobre a Terra durante meados do século 20, dentre diversas outras situações. 

Em 2270 a nave foi submetida a um amplo programa de atualização, inclusive com a substituição das naceles de dobra, do disco defletor de navegação e de toda a ponte de comando. Sob o comando do Capitão William Decker, enfrentou a entidade V’Ger, o que resultou na perda de seu comandante. O então Almirante Kirk se viu forçado a reassumir o comando. 

Em 2285, sob o comando do Capitão Spock, a Enterprise foi ordenada a investigar uma situação de emergência em Regula 1. Ali foi atacada pelo renegado Khan e sofreu pesadas avarias durante o confronto. O Almirante Kirk, a bordo da nave para avaliação da tripulação em treinamento, voltou a assumir o comando de modo a resolver o embate. 

Destruída em 2286 durante uma batalha contra uma nave de rapina klingon em órbita do planeta Gênesis. Outra nave da classe Constituion, que acabara de passar pelo programa de atualização, foi rebatizada com o nome Enterprise e ganhou a designação NCC-1701-A. Há controvérsia quanto a qual nave foi rebatizada, se foi a NCC-1717 Yorktown ou a NCC-1798 Ti-Ho.  

Glossário 

  1. Dobra (Warp, no original): unidade de medida de velocidade. Sua fórmula é v = W3.c, onde v é a velocidade final, W é o indicador de Warp e c é a velocidade da luz. Assim, Warp 1 é a velocidade da luz, Warp 2 (23) equivale a 8 vezes a velocidade da luz, Warp 3 (33) equivale a 27 vezes a velocidade da luz, e assim por diante.
  2. Torpedo Fotônico: projétil armado com ogiva carregada com 1,5 kg de anti-matéria, liberando energia equivalente a aproximados 64 megatons.
  3. Phaser: arma energética similar ao laser. Dependendo de ajustes, seus efeitos podem variar desde o atordoamento de seres vivos até a completa vaporização de matéria.
  4. Romulanos: grupo de vulcanos que decidiu abraçar seus sentimentos e emoções mais violentas, repudiando a doutrina vulcana de supressão das emoções. Expulsos de Vulcan, fundaram colônia nos planetas Remo e Rômulo, formando um império militarista extremamente agressivo. 

Imagens

Encontro aborda astronomia e ficção científica

Natália Andreotti
Quinta-feira – 23/01/2003 – 10h16

Araçatuba – Começa hoje no Sincomércio (Sindicato do Comércio) de Araçatuba o Encontro de Ciência e Ficção Científica “Verdades e Dilemas”, que irá reunir profissionais da área de física e astronomia e estudiosos de ficção científica, para ciclos de palestras e exibição de filmes sobre o assunto. O evento é uma realização do Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais de Araçatuba) e conta com a promoção do Sesc, Secretaria Municipal de Cultura e Base Estelar de Campinas.

O encontro é a continuação do evento “Cosmos – Realidade e Mistérios”, que aconteceu em julho no Senac, abordando temas como astronomia e ufologia. Neste encontro, os debates se concentrarão mais uma vez na área de astronomia, além da abordagem de um outro assunto: a ficção científica, que terá todo o dia de sábado dedicado ao tema.

O evento será aberto hoje, às 20h30, com a palestra “O tempo e o espaço: o que significam e suas interpretações”, com o físico da Unesp de São José do Rio Preto, Alexandre Neves. Ele irá abordar a noção vulgar de tempo, medidas de comprimento e tempo, escala de tempo infinitamente pequena e astronômica, microcosmo e o macrocosmo, espaço, tempo e matéria na concepção newtoniana e do ponto de vista eisteineano, além das viagens no tempo e no espaço.

Amanhã é a vez do físico Valter Luiz Libero, que faz parte do departamento de física da USP de São Carlos, iniciar às 20h o ciclo de palestras, abordando o tema “Astronomia: da simples curiosidade à relação da ciências com o cotidiano”. Liberto explica que a palestra começa mostrando a noção de sistema solar que surgiu na astronomia antiga, baseada na observação a olho nu do dia-a-dia, que foi aprimorada em função da necessidade dos povos. O físico irá abordar ainda, de que maneira entedemos fenômenos corriqueiros, como as estações do ano, eclipses, fases da lua e maré.

A palestra irá mostrar ainda que as noites são escuras não apenas porque o sol se põe, mas devido ao fato do Universo ser finito, ou seja, ele nasceu um dia e está se espandindo. Mas, será que esta expansão irá durar para sempre? “A astronomia teve um grande desenvolvimento nas últimas décadas devido aos avanços da ciência e também ao intensivo uso de novas tecnologias, que servem ao Homem, fazendo um elo importante entre o nosso instinto de busca do conhecimento cósmico e as necessidades do dia-a-dia”.

Ainda amanhã, às 21h30, o físico Alexandre Neves fala sobre “Ciência e ficção científica: as verdades de os dilemas”, onde irá debater quem são os visionários da ciência, mostrando cenas de filmes como “2001, Uma Odisséia no Espaço”, “Guerra Nas Estrelas”, “De Volta Para o Futuro” e “Contato”, salientando erros científicos nesses filmes, através de temas como viagens no tempo, som, luz, extraterrestres, inércia e gravidade.

FICÇÃO: No sábado, o público tem o dia todo dedicado à ficção científica. As atividades começam logo cedo, com o crítico de cinema Alcides Mazzini coordenando as atividades do encontro. Às 9h, ele ministra a palestra “A ficção científica como a descoberta do próprio homem”. Segundo ele, a idéia da palestra, num primeiro momento, é mostrar descobertas da humanidade, que antes eram tidas como ficção.

“Há aparelhos nos filmes antigos de ficção científica que antecederam novas tecnologias. Um exemplo era o transcode, que aparecia na série ‘Jornada nas Estrelas’, nada menos que o telefone celular. Outro exemplo, era o relógio do detetive Dick Tracy, que tocava quando as pessoas queriam entrar em contato com ele, uma versão do bip”, afirma. A segunda parte da palestra irá mostrar o que hoje faz parte da ficção mas que, num futuro próximo, poderá transformar-se em realidade. “As coisas já existem no universo, mas algo faz com que o homem as perceba e descubra num determinado momento”, acredita.

Após a palestra, a partir das 10h, o público que comparecer ao evento terá uma verdadeira “overdose” da série “Jornada nas Estrelas”, com a apresentação de cinco episódios da série, retratando os vários períodos pelos quais passou: “Star Trek – Clássica”, “Star Trek – Nova Geração”, “Star Trek – Deep Space 9”, “Star Trek Voyager” e “Star Trek – Enterprise”. Os filmes foram cedidos pela Base Estelar de Campinas. No intervalo entre as sessões, o público poderá conferir a palestra “Série Perry Rhodan”, do diretor assistente da SSPG Editora, César Agusto Maciel, que irá falar um pouco sobre a mais longa série de ficção científica da história.

SERVIÇO
O Encontro de Ciência e Ficção Científica é gratuito, mas as inscrições devem ser feitas antecipadamente no Inape (rua 15 de Novembro, 395) ou pelo telefone (18) 621-9136.

Fonte Original: Jornal Folha da Região

Imagens:

2001: Uma odisséia no espaço

O filme 2001: Uma odisséia no espaço é um filme de ficção científica lançado em 1968 por Arthur C. Clarke em parceria com o cienasta Stanley Kubrick.
Enquanto Kubrick trabalhava no roteiro do filme, Clarke escrevia o livro e ambos trocavam idéias e opiniões durante o trabalho.Posteriormente foi lançado o livro Mundos Perdidos de 2001 (The Lost Worlds of 2001), no qual Clarke conta a história do filme, a do livro e outras inéditas. O autor escreveu três outras obras baseadas no livro/roteiro original, como forma de sequência: 2010: Uma Odisséia no Espaço II, 2061: Uma Odisséia no Espaço III e 3001: A Odisséia Final.

Conheça o livro 2001: uma odisséia no espaço. Você pode ler a versão on-line (logo abaixo) ou fazer o download do arquivo, em formato PDF.

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Dimensões de naves espaciais

De todos as tecnologias fantásticas da ficção científica, as naves espaciais sempre foram as mais glamorosas. Cada nova franquia de Sci-Fi nos introduz toda uma nova família de veículos e meios de transporte dos mais diversos. Dentre estas, as naves de batalha são as mais fascinantes. No entanto, ao ver uma nave espacial, quer seja na tela da TV, quer seja na tela do cinema, é muito difícil ter uma idéia de suas reais proporções. Agora é possível ver um apanhado das mais famosas naves espaciais, apresentadas em escala para possibilitar uma comparação de suas dimensões quando comparadas entre si e em relação a um porta-aviões real da marinha norte-americana.

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