Inape faz estudo e pesquisa relativa à área de astronomia

Da Redação, Ester Leão – Araçatuba

O Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais (Inape) é um órgão que realiza estudo e pesquisa relativa às áreas de astronomia. O Inape foi fundada em 6 de março de 1996, e tem como diretor do conselho deliberativo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Araçatuba, Gener Silva, que já se declarou apaixonado pela astronomia.

O secretário do Inape, Marco Antônio dos Santos, informa que o Instituto busca colaborar com o desenvolvimento cultural e o despertar científico da comunidade. A prova disso é o projeto ATP – Astronomia Para Todos, ainda em estudo. “Trata-se de um projeto para construção de um planetário e observatório astronômico na cidade de Araçatuba”, diz Santos.

O objetivo do Planetário, de acordo com Santos, seria difundir o estudo da astronomia e ciência afins, com projetos culturais e educacionais. “O Planetário e o Observatório de Araçatuba atrairá um grande número de pessoas e estudantes da região, trazendo muitos benefícios para o município, além de contribuir positivamente com o desenvolvimento cultural e turismo regional”, define.

A finalidade do Inape, segundo Santos, é despertar o interesse de natureza científica em crianças, adultos, universitários e à população em geral. “Focamos em atividades direcionadas a educação, cultura de trabalho, recreação e lazer, bem como a promoção de cursos, conferências, exposições, palestras seminários e congressos voltados a astronomia”, diz. Santos aponta que o Instituto realiza palestras em escolas e faculdades, além de fazer demonstrações à população com observação dos astros com telescópio.

EVENTOS

O Inape realiza anualmente um encontro científico de astronomia, denominado Cosmos – Verdades e Mistérios, um trabalho que começou em 2002, com o apoio do Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Sincomércio. O Inape também participou do Projeto Troccinox (Tropical Convection, Cirrus and Nitrogen Oxides Experiment – Experimento de Convecção Tropical, Cirros e Óxidos de Nitrogênio) da Agência Espacial Alemã, que estuda a incidência de raios na atmosfera terrestre, com apoio logístico e técnico. O Inape é uma organização não governamental (Ong), sem fins lucrativos.

Fonte Original: Jornal O Liberal Regional

Sesi ganha Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

 

Julia Mazarin Pradela e Heitor Matheus de Lima Branco, ambos da 6ª série B do Centro Educacional Sesi (Serviço Social da Indústria) 281 de Araçatuba, receberam medalha de prata na OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) 2010. A iniciativa faz parte do Projeto Escola Olímpica, que tem como objetivo promover a construção de conhecimentos científicos por meio da participação dos estudantes em concursos pertinentes aos conteúdos trabalhados em sala de aula buscando estratégias motivadoras de aprendizagem.

Segundo o responsável pelo projeto, o professor mestre Juliano Gonçales, além da OBA, também fazem parte do projeto a OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia), a OBSMA (Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente), a OBF (Olimpíada Brasileira de Física), o Prêmio Escola, o Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero, entre outros.

INÉDITO

De acordo com a coordenadora pedagógica Silvia de Souza Nunes, este é o primeiro ano que o Sesi 281 participa desta competição. Para a administradora da escola, Priscila Santos Rego Fontão Guimarães, o empenho da equipe é resultado de “uma série de ações desenvolvidas desde o primeiro quadrimestre durante os momentos de estudo diário e nos trabalhos escolares que os alunos mostraram estar capacitados para várias competições nacionais.

Fonte Original: Jornal Folha da Região

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Encontro aborda astronomia e ficção científica

Natália Andreotti
Quinta-feira – 23/01/2003 – 10h16

Araçatuba – Começa hoje no Sincomércio (Sindicato do Comércio) de Araçatuba o Encontro de Ciência e Ficção Científica “Verdades e Dilemas”, que irá reunir profissionais da área de física e astronomia e estudiosos de ficção científica, para ciclos de palestras e exibição de filmes sobre o assunto. O evento é uma realização do Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais de Araçatuba) e conta com a promoção do Sesc, Secretaria Municipal de Cultura e Base Estelar de Campinas.

O encontro é a continuação do evento “Cosmos – Realidade e Mistérios”, que aconteceu em julho no Senac, abordando temas como astronomia e ufologia. Neste encontro, os debates se concentrarão mais uma vez na área de astronomia, além da abordagem de um outro assunto: a ficção científica, que terá todo o dia de sábado dedicado ao tema.

O evento será aberto hoje, às 20h30, com a palestra “O tempo e o espaço: o que significam e suas interpretações”, com o físico da Unesp de São José do Rio Preto, Alexandre Neves. Ele irá abordar a noção vulgar de tempo, medidas de comprimento e tempo, escala de tempo infinitamente pequena e astronômica, microcosmo e o macrocosmo, espaço, tempo e matéria na concepção newtoniana e do ponto de vista eisteineano, além das viagens no tempo e no espaço.

Amanhã é a vez do físico Valter Luiz Libero, que faz parte do departamento de física da USP de São Carlos, iniciar às 20h o ciclo de palestras, abordando o tema “Astronomia: da simples curiosidade à relação da ciências com o cotidiano”. Liberto explica que a palestra começa mostrando a noção de sistema solar que surgiu na astronomia antiga, baseada na observação a olho nu do dia-a-dia, que foi aprimorada em função da necessidade dos povos. O físico irá abordar ainda, de que maneira entedemos fenômenos corriqueiros, como as estações do ano, eclipses, fases da lua e maré.

A palestra irá mostrar ainda que as noites são escuras não apenas porque o sol se põe, mas devido ao fato do Universo ser finito, ou seja, ele nasceu um dia e está se espandindo. Mas, será que esta expansão irá durar para sempre? “A astronomia teve um grande desenvolvimento nas últimas décadas devido aos avanços da ciência e também ao intensivo uso de novas tecnologias, que servem ao Homem, fazendo um elo importante entre o nosso instinto de busca do conhecimento cósmico e as necessidades do dia-a-dia”.

Ainda amanhã, às 21h30, o físico Alexandre Neves fala sobre “Ciência e ficção científica: as verdades de os dilemas”, onde irá debater quem são os visionários da ciência, mostrando cenas de filmes como “2001, Uma Odisséia no Espaço”, “Guerra Nas Estrelas”, “De Volta Para o Futuro” e “Contato”, salientando erros científicos nesses filmes, através de temas como viagens no tempo, som, luz, extraterrestres, inércia e gravidade.

FICÇÃO: No sábado, o público tem o dia todo dedicado à ficção científica. As atividades começam logo cedo, com o crítico de cinema Alcides Mazzini coordenando as atividades do encontro. Às 9h, ele ministra a palestra “A ficção científica como a descoberta do próprio homem”. Segundo ele, a idéia da palestra, num primeiro momento, é mostrar descobertas da humanidade, que antes eram tidas como ficção.

“Há aparelhos nos filmes antigos de ficção científica que antecederam novas tecnologias. Um exemplo era o transcode, que aparecia na série ‘Jornada nas Estrelas’, nada menos que o telefone celular. Outro exemplo, era o relógio do detetive Dick Tracy, que tocava quando as pessoas queriam entrar em contato com ele, uma versão do bip”, afirma. A segunda parte da palestra irá mostrar o que hoje faz parte da ficção mas que, num futuro próximo, poderá transformar-se em realidade. “As coisas já existem no universo, mas algo faz com que o homem as perceba e descubra num determinado momento”, acredita.

Após a palestra, a partir das 10h, o público que comparecer ao evento terá uma verdadeira “overdose” da série “Jornada nas Estrelas”, com a apresentação de cinco episódios da série, retratando os vários períodos pelos quais passou: “Star Trek – Clássica”, “Star Trek – Nova Geração”, “Star Trek – Deep Space 9”, “Star Trek Voyager” e “Star Trek – Enterprise”. Os filmes foram cedidos pela Base Estelar de Campinas. No intervalo entre as sessões, o público poderá conferir a palestra “Série Perry Rhodan”, do diretor assistente da SSPG Editora, César Agusto Maciel, que irá falar um pouco sobre a mais longa série de ficção científica da história.

SERVIÇO
O Encontro de Ciência e Ficção Científica é gratuito, mas as inscrições devem ser feitas antecipadamente no Inape (rua 15 de Novembro, 395) ou pelo telefone (18) 621-9136.

Fonte Original: Jornal Folha da Região

Imagens:

Cidade participa do Ano da Astronomia

CAMPO DE PESQUISA Somente na nossa galáxia, a Via Láctea, existem aproximadamente 250 bilhões de estrelas espalhadas num diâmetro de 150 mil anos-luz. Imagem produzida no deserto do Atacama

Araçatuba – Há 400 anos, o cientista italiano Galileu Galilei realizava suas primeiras observações telescópicas. Em 2009, países de todo o mundo deverão relembrar as contribuições deste e de tantos outros cientistas para a Astronomia e o enriquecimento do conhecimento humano, no período que ficará conhecido como Ano Internacional da Astronomia.

O diretor-fundador do Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais) de Araçatuba, Gener Silva, afirma que uma visão universal responsável por situar o ser humano em uma realidade maior, a do cosmos, representaria mudanças significativas para a melhoria da vida na Terra. Os primeiros astronautas que saíram da órbita do planeta não viram qualquer divisão geográfica ou política da Terra no espaço. O que viram foi um planeta frágil, que precisa de respeito e de cuidados, explica.

Ele cita que somente na galáxia Via Láctea existem aproximadamente 250 bilhões de estrelas espalhadas num diâmetro de 150 mil anos-luz (as distâncias do universo são medidas com base na velocidade da luz, devido às grandes proporções).

Cada estrela teria, no mínimo, dois planetas. Essa constatação aumenta a probabilidade de vida em outros corpos celestes. Assim, a existência humana na Terra não seria única na história da vida, fazendo com que os homens se questionassem ainda mais sobre suas ações no planeta.

DISCUSSÃO
Silva explica que a Astronomia precisa ser mais discutida na comunidade, em especial com as crianças e os jovens. Para isso, o Inape, criado em 1996 com a missão de estudar e divulgar informações sobre o tema para o público em geral, prepara uma série de trabalhos que começarão nas escolas e culminará com o evento Cosmos, que está na 8ª edição.

INTERNET
Outra mudança será a reformulação da página do instituto na internet, que passará por uma mudança visual e atualizações constantes das informações. Haverá também a elaboração de seções temáticas, com assuntos sobre astronomia, meio ambiente, tecnologia e galeria de imagens dos encontros periódicos que o Inape realiza para estudos e observações do universo.

O Inape também criou um projeto denominado de “Astronomia Para Todos”. Um dos objetivos é instalar um planetário na cidade, responsável por simular com precisão o céu noturno. Além disso, o planetário é uma importante ferramenta para a popularização da ciência. O projeto ainda não saiu do papel por falta de recursos financeiros, que estão sendo pleiteados junto ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

O INSTITUTO
Atualmente, o Inape é gerido por 15 diretores. O instituto tem 250 pessoas cadastradas e caráter de ONG (Organização Não Governamental). O grupo ainda não tem um espaço fixo para o trabalho, contando com uma sede temporária no prédio do Sincomércio (Sindicato do Comércio de Araçatuba). Para se cadastrar, basta ser curioso e demonstrar interesse para pesquisar a astronomia com seriedade.

Serviço
O Inape fica na rua Silva Jardim, 798 Outras informações pelo telefone (18) 3636-2206 ou nos sites: www.cosmosonline.com.br e www.inape.org.br

PAIXÃO PELO CÉU Gener Silva estuda as estrelas desde a infância. Foto: Alexandre Souza - 06/03/2009

Céu noturno encantou astrônomo amador
Gener Silva, além de diretor-fundador do Inape, também é astrônomo amador. Ele deve o seu gosto pela astronomia a vida na periferia da cidade durante a infância e adolescência. Perto de áreas rurais, a iluminação dos postes de energia elétrica não interfere na observação das estrelas, que parecem aumentar de número e tamanho para aqueles que têm a oportunidade de observá-las.

A visão do céu noturno encantou Silva desde os primeiros anos de idade: Longe da cidade, a imagem que temos do céu é mais nítida, e os astros podem ser bem visualizados.

Aos 18 anos ele comprou o primeiro livro sobre o tema e aos 20 ganhou do pai uma coleção de astronomia com seis volumes. Os livros estão guardados até hoje na sua biblioteca particular, que tem mais de 20 mil volumes.

As edições de valor pessoal para o astrônomo datam de 1961, e relatam temas que vão do tamanho do universo até a vida em outros planetas.

CURIOSIDADE
É esse prazer e curiosidade pelo tema que Silva pretende estender para os visitantes do Cosmos, que ocorrerá em julho deste ano. Antes disso, sua equipe percorrerá as escolas públicas e particulares abordando o assunto e despertando o interesse dos estudantes, que vão poder se aprofundar mais participando do Cosmos e navegando pela página do Inape. S.T.

Fonte Original: Jornal Folha da Região

Chegada do homem à Lua faz 40 anos

Sérgio Teixeira
Segunda-feira – 20/07/2009 – 10h28

Araçatuba – Há 40 anos, 1,2 bilhão de pessoas sentadas em frente aos aparelhos de televisão, na época preto e branco, assistiam estupefatas um dos maiores feitos já realizados pelo homem. No dia 20 de julho de 1969, o pé esquerdo do astronauta americano Neil Armstrong pisava no solo da Lua. O mundo assistia ao que parecia impossível, tanto que muitos duvidam do feito até hoje.

A bordo da nave Apollo 11, Armstrong e mais dois astronautas, Edwin Aldrin e Michael Collins, cumpriram com êxito a missão de pousar no único satélite natural da Terra. A viagem demorou quatro dias, e foi suficiente para que o trio coletasse amostras do solo lunar, fizesse experiências e tirasse fotografias.

“Foi emocionante, parecia uma cena de ficção”, afirma o presidente do Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais de Araçatuba), Gener Silva, 67 anos. Na época, ele tinha 28 anos e fazia um cursinho preparatório em Bauru (SP) para ingressar na faculdade. Hospedado na casa de conhecidos, Silva foi um dos milhares de telespectadores a acompanhar pela televisão os nostálgicos passos humanos no ambiente lunar com pouca gravidade.

“Uma das pessoas que estava na casa comentou: que bobagem, isso é montagem dos americanos, só falta os bobos acreditarem nisso”, recorda. Ele reforça que a polêmica existe desde então. Silva crê que o homem realmente pisou na Lua, sendo que o feito representa uma quebra de paradigmas sobre o passado e o futuro das descobertas espaciais.

CETICISMO
“A chegada do homem à Lua mudou muito a maneira de ver o universo. As pessoas passaram a se interessar mais pelos astros, e os jornais davam as notícias em primeira página”, analisa Marcomede Rangel Nunes, físico do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. Na época, o observatório integrou o projeto Apollo por meio do projeto Lion (Lunar International Observer Network), observando a Lua com telescópios enquanto os astronautas estavam lá.
Para ele, algumas pessoas não acreditam que o homem chegou à Lua porque, apesar do satélite estar relativamente perto da Terra (a 384 mil quilômetros, distância pequena para as medidas espaciais), o astro sempre foi visto como algo distante. “Muitas pessoas não ‘alcançaram’ a grandiosidade do feito”, afirma.

MARTE
De julho de 1969 a dezembro de 1972 doze homens caminharam sobre a superfície da Lua. O último astronauta a deixar o satélite, Gene Cernan, comandante da Apollo 17, disse, ao embarcar de volta para a Terra, que dava “o último passo do homem nesta superfície (…) esperamos que não por muito tempo”.

Cernan provavelmente não previu que se passariam 37 anos sem o retorno do homem ao satélite, e que o próximo passo poderá ser dado por um chinês. A China pretende enviar um robô móvel à Lua em 2012 e, embora as autoridades chinesas neguem que haja uma data definida para o envio de astronautas até lá, a intenção de fazê-lo é clara.

Para Nunes, o retorno é necessário, pois se o homem conseguisse construir uma base na Lua, o satélite poderia servir como “trampolim” para chegar a Marte, o planeta vermelho vizinho da Terra. “É o atual desafio do homem, o ‘grande salto’. Contudo, enquanto o homem demora poucos dias para chegar à Lua, para Marte levará de oito a nove meses”, explica, apontando um dos desafios.

Fonte Original: Jornal Folha da Região

Mortes provocadas por raios dobram no Estado

Diogo Rocha
Sexta-feira – 29/02/2008 – 03h01

Araçatuba – De dezembro do ano passado até o dia 25 deste mês, 13 pessoas em todo o Estado de São Paulo morreram após serem atingidas por raios. O número divulgado pela Defesa Civil de São Paulo é bem superior ao registrado no ano de 2007, quando seis pessoas morreram, ou seja, quase o dobro de vítimas. Desses 13 casos, quatro foram na região de Araçatuba (duas no município e outras duas em Valparaíso). Os outros acidentes ocorreram em Itanhaém, Bertioga, Campinas, Cristais Paulista, Monte Aprazível, São Carlos, Guariba e Cruzeiro.

Para o pesquisador do Inape (Instituto de Pesquisas Espaciais) de Araçatuba, Jorge Nery, o calor é o principal motivo para o crescimento de ocorrências envolvendo raios. “Ele (calor) contribui para acelerar e potencializar os demais mecanismos que formam o raio”, disse Nery citando a água, o vento e a pressão eletromagnética como sendo os outros agentes que compõem parte da estrutura de um raio.

Levantamento do Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais) de São José dos Campos mostra que em todo o Brasil foram 26 mortes causadas por raios somente nos dois primeiros meses de 2008, contra 18, nos três primeiro meses do ano passado. Segundo o Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), o Estado onde houve maior aumento na queda de raios foi o Rio de Janeiro, seguido por São Paulo e Minas Gerais. O coordenador do Elat, órgão ligado ao Inpe, Osmar Pinto Júnior, que acompanha a incidência de raios, explicou que a partir de março vai ser desenvolvido também um mapeamento dos municípios que registraram grandes quantidades de raios.

Ainda segundo acompanhamento feito anualmente pelo Inape de Araçatuba, a incidência de raios na região cresceu quase 38% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em todo o Estado, o aumento chegou a 51%.

MAIS PERIGOSOS – Nery alertou que, com a elevação da temperatura, os raios estão cada vez mais fortes. “Não temos mais controle sobre isso”, alertou o pesquisador. Com essa mudança climática, a recomendação da Defesa Civil em dias de chuva forte e com raios é permanecer em local coberto (veja quadro com outras orientações). Todas as pessoas que foram atingidas por raios este ano, tanto nos casos da região quanto nas demais localidades, estavam em local aberto, sem proteção.

Os dois estudiosos apontaram o reflorestamento como uma possível saída para amenizar a incidência de raios no País. “Com mais árvores diminuímos as temperaturas”, comentou Nery.

De acordo coordenador do Elat, a quantidade de raios que caiu sobre Araçatuba, aproximadamente 500, está dentro da média registrada em anos anteriores. Com relação às mortes de Araçatuba e Valparaíso, Osmar as classificou como uma fatalidade.

No entanto, na opinião dele, o fenômeno La Niña (esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico) é o maior colaborador para o aumento do número de raios no País. “Por enquanto ainda não é possível afirmar que o aquecimento global esteja provocando um número maior de raios. Sabemos que isso irá acontecer, mas calculamos para daqui a dez anos”, pontuou.

Fonte Original: Jornal Folha da Região

Instituto de astronomia estuda fenômenos espaciais

Karenine Miracelly
Quinta-feira – 04/12/2003 – 23h58

Araçatuba – O Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisa) é uma ONG (organização não governamental) de Araçatuba que busca estudar a astronomia em nível amador e despertar a curiosidade científica entre a população leiga, a fim de desmitificar a ciência e corrigir conceitos errados a respeito dos fenômenos astronômicos e físicos.

A entidade existe há 10 anos em Araçatuba e reúne 12 pesquisadores e 60 membros associados. Muitas pessoas ainda enxergam a atividade do instituto com preconceito. O Inape faz questão de informar que o trabalho é pautado pela ciência e não pela especulação.

O instituto promove debates entre seus pesquisadores para discutir temas científicos atuais como a exploração espacial, poluição luminosa do céu, exobiologia (vida fora da Terra), destruição da camada de ozônio, ecologia etc. Os pesquisadores reúnem-se uma vez por mês para discutir os temas e organizar atividades públicas.

O Inape também faz palestras em escolas, sobretudo a respeito de ufologia e exploração espacial. Os pesquisadores também são aptos a ministrar cursos sobre equipamentos óticos de observação e práticas observacionais com instrumentos do próprio instituto. Em alguns casos, as palestras em escolas são acompanhadas por observação do céu por meio de telescópios.

Quando ocorre algum fenômeno astronômico relevante (cometas, eclipses, aproximação de planetas ou chuva de meteoros), a equipe do Inape organiza observação pública. Os pesquisadores montam equipamentos, câmeras de vídeo, telescópios, computadores com softwares especiais e mapas celetes para a observação. Eles prestam toda orientação necessária ao observador leigo.

O Inape promove eventos de projeção municipal como o Cosmo e o Ciência e Ficção, que é anual. Esses eventos contam com o apoio do Sesc (Serviço Social do Comércio), do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio) e da Secretaria Municipal de Educação.

SERVIÇO
:: Onde fica
R. Quinze de Novembro, 395, centro, telefone (18) 3622-2337.

:: Funcionamento
Há reuniões nas primeiras quintas-feiras de cada mês.

:: Na Internet
No endereço eletrônico www.inape.org.br é possível encontrar artigos, cursos, apostilas, softwares sobre astronomia, equipamentos óticos e agenda de atividades do instituto.

Fonte Original: Jornal Folha da Região

Astrônomos amadores sempre de olho nos céus de Araçatuba

Sérgio Teixeira
Sábado – 30/05/2009 – 03h01

PAIXÃO Há décadas, o presidente do Inape, Wilson Simões Balbo, observa os astros; ele construiu um espaço no rancho às margens do Tietê para essa atividade - Foto: Valdivo Pereira/Folha da Região - 28/05/2009

Araçatuba – No piso superior de um rancho próximo das margens do rio Tietê, em Araçatuba, o comerciante Wilson Simões Balbo, 58 anos, realiza uma de suas atividades mais prazerosas: observar as estrelas. O ambiente foi planejado justamente para essa finalidade e, em breve, ganhará um novo equipamento telescópico com capacidade para aumentar a visualização dos astros em até 700 vezes.

Balbo é presidente do Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais). Ele realiza há décadas observações no espaço como astrônomo amador, uma das figuras da Astronomia presente em vários países. Esses amantes do cosmos não recebem qualquer tipo de remuneração ou benefício.

Para se tornar um astrônomo amador, o requisito fundamental é gostar de Astronomia. “Mesmo que a pessoa não tenha equipamentos sofisticados, ela pode começar com binóculos e lunetas, além de participar de aulas e cursos oferecidos gratuitamente”, afirma Balbo.

O presidente do Inape afirma que a Lua é o astro que mais atrai a sua atenção. Contudo, Saturno e Júpiter são outros corpos celestes que dividem a sua paixão no imenso sistema solar. “Se eu ganhasse na loteria eu gastaria metade do prêmio construindo um observatório espacial para a cidade. O assunto é apaixonante”, destaca.

O Inape estima que Araçatuba tenha atualmente aproximadamente 20 astrônomos amadores. Este número pode ser maior, tendo em vista que muitos realizam a atividade de forma anônima.

PROJETO
Em 2006, para aperfeiçoar a visualização do espaço, Balbo iniciou vários estudos para a construção de um telescópio particular. Até que este projeto seja concluído, ele conta com o apoio de uma luneta vermelha capaz de aproximar os objetos em até 300 vezes, adquirida ainda em 1975. Com o novo artefato, ele conseguirá quase triplicar seu poder de exploração espacial.

Segundo Balbo, o telescópio apresenta vantagens em comparação com binóculos e lunetas. Isso ocorre por ser mais potente e conseguir corrigir o desvio de observação dos astros, provocado pelo movimento de rotação do planeta Terra.

“Com o decorrer do tempo eu fui aprimorando a ideia do telescópio. Planejo colocá-lo para funcionar ainda no mês de julho”. A estreia do equipamento está prevista para acontecer durante o Cosmos 2009, principal evento da astronomia realizado na região, que acontece todos os anos, em Araçatuba.

MATERIAL
Ter um telescópio e não conhecer o espaço é semelhante a dirigir um veículo numa estrada sem a ajuda de mapas.

Para facilitar a vida dos astrônomos amadores iniciantes, existem livros que descrevem a forma correta de encontrar e identificar planetas, estrelas, satélites e constelações.

Uma das sugestões dadas pelos membros do Inape é a obra do físico brasileiro Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. Ele escreveu obras como “Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica” e “Atlas Celeste”.

Os interessados em ter mais informações sobre o trabalho de um astrônomo amador podem conversar virtualmente com Balbo por meio do e-mail – wilsonastronomo@bol.com.br.

Compra de telescópio deve ser feita com pesquisa

O Inape (Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais), de Araçatuba, mantém uma página na internet (www.inape.org.br) com informações interessantes sobre como adquirir um telescópio. A entidade explica que comprar um destes aparelhos não é uma tarefa fácil no Brasil, e que a importação do equipamento pode sair cara devido aos impostos.

Outro cuidado que os astrônomos amadores devem ter é quando adquirem binóculos, lunetas e telescópios em lojas e departamentos de eletrodomésticos. O Inape esclarece que nem todas as promessas de ampliação das imagens que os produtos oferecem são verdadeiras. Em muitos casos, o comprador gasta seu dinheiro inutilmente, conseguindo visualizar nos céus apenas “borrões” daquilo que seria um planeta, por exemplo.

DICAS
A orientação é que o astrônomo amador invista em abertura (diâmetro da lente ou espelho do telescópio) e lentes oculares de qualidade. Para os iniciantes que têm em mente o custo desses produtos sem perder uma qualidade mediana das imagens, o Inape sugere a aquisição de um telescópio refletor do tipo “newtoniano” com espelho de seis a oito polegadas.

A internet se tornou um espaço muito útil para a aquisição destes equipamentos. Contudo, se a opção de compra for por meio do computador, as regras do mundo digital para qualquer produto se estendem para os telescópios.

Escolha empresas conhecidas, pesquise nos fóruns a opinião dos usuários sobre a qualidade dos produtos e da entrega e verifique se o aparelho é original ou falsificado (sim, no mundo da Astronomia também há pirataria). S.T.

Fonte Original: Jornal Folha da Região

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