Primeiro satélite brasileiro completa 19 anos em operação

Agência FAPESP – O SCD-1, o primeiro satélite brasileiro, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), completou, em 9 de fevereiro, 19 anos em operação, retransmitindo informações para previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.

O satélite já deu cerca de 100,3 mil voltas ao redor da Terra, tendo percorrido cerca de 4,5 bilhões de quilômetros, o que corresponde a 5.910 viagens de ida e volta à Lua.

O lançamento do SCD-1 pelo foguete americano Pegasus, em 1993, marcou o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda).

O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem a um centro as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.

De acordo com o Inpe, o sistema fornece dados para instituições nacionais governamentais e do setor privado que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.

O satélite capta os sinais das PCDs instaladas por todo o território nacional e os envia para a estação de recepção e processamento do Inpe em Cuiabá (MT).

Depois, os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste – o centro regional da instituição de pesquisa, localizado em Natal (RN) –, onde são processados e distribuídos aos usuários a partir do site http://sinda.crn2.inpe.br/PCD.

Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998.

Fonte Original: Agência Fapesp

USP inicia operação de cluster para pesquisas em astronomia

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – Nos próximos dias deverá entrar em operação no Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) um dos maiores e mais potentes clusters – aglomerado de computadores –, voltado exclusivamente para pesquisas astronômicas no mundo.

Avaliado em mais de US$ 1 milhão, o equipamento foi adquirido com apoio da FAPESP por meio do Programa Equipamentos Multiusuários, em projeto do IAG-USP e do Núcleo de Astrofísica Teórica (NAT) da Unicsul.

Composto por três torres, do tamanho de geladeiras domésticas que juntas pesam três toneladas, o conjunto de computadores possui 2,3 mil núcleos de processamento. O sistema possibilitará um aumento de 60 vezes na escala de processamento do Departamento de Astronomia da USP. O cluster utilizado anteriormente pela instituição possuía 40 núcleos de processamento.

Não conhecemos nenhum departamento de astronomia no mundo com essa capacidade computacional. Existem universidades e consórcios entre instituições de pesquisa com clusters muito maiores, mas o tempo de processamento é dividido entre várias áreas e não são dedicados totalmente à astronomia”, disse Alex Carciofi, professor da USP e responsável pela implementação do projeto à Agência FAPESP.

De acordo com ele, o aglomerado de computadores possibilitará aumentar o grau de realismo físico e rodar mais modelos matemáticos (simulações numéricas) utilizados para estudar os sistemas astronômicos, como estrelas, galáxias e meio interestelares.

Considerados simulações da natureza, quanto mais processos físicos são incorporados aos modelos numéricos para torná-los mais realistas, mais “pesados” computacionalmente eles se tornam e demandam mais tempo para serem processados.

Com um equipamento desse porte é possível aumentar a escala do problema que pretendemos estudar, mantendo um tempo de processamento razoável, de modo que nós consigamos processar um maior número de modelos em tempo hábil para realizar nossas pesquisas”, explicou Carciofi.

O equipamento também permitirá ao pesquisadores do Departamento de Astronomia da USP ingressar em nossas fronteiras do conhecimento na área, como a astrofísica computacional.

A exemplo do que está ocorrendo em outros campos da ciência, a nova área é resultado da fusão de disciplinas que anteriormente eram distintas e seguiam separadas, como a astrofísica e a ciência da computação.

O que se deve, entre outros fatores, ao fato de que instrumentos astronômicos modernos – como telescópios robóticos que operam automaticamente – estão gerando um grande volume de dados que precisam ser analisados. “É preciso desenvolver novas técnicas para obter resultados a partir desse grande volume de dados”, disse Carciofi.

Em um primeiro momento, o cluster atenderá 150 usuários, entre estudantes de pós-graduação, docentes e pós-doutorandos do IAG e do NAT. Mas também estará disponível para ser utilizado por pesquisadores de outras instituições científicas.

Por meio do equipamento também será possível atrair cientistas de outros estados e países, que necessitam de uma grande capacidade de processamento computacional para realizar suas pesquisas.

Os pesquisadores de fora podem escolher vir para o IAG ou NAT para realizar um pós-doutorado, por exemplo, justamente porque a instituição dispõe de um cluster como esse”, disse Carciofi.

O pesquisador estima que até o fim de janeiro começarão a realizar os primeiros cálculos numéricos massivos (chamados number crunching) no novo equipamento, a fim de alcançar modelos reais de fenômenos nas áreas de astrofísica, cosmologia e astronomia galáctica.

O supercomputador foi desenvolvido pela empresa SGI e é baseado em uma plataforma Blade Altix ICE 8400 com processadores AMD Opteron 6172, com 4,6 terabytes de memória.

Fonte Original: Agência Fapesp

Rede social para cientistas tem mais de 1 milhão de usuários

Agência FAPESP – Mais de 1,3 milhão de pesquisadores de diversos países – 35 mil só do Brasil – já se inscreveram na plataforma ResearchGate, uma espécie de Facebook dos cientistas. A proposta da rede social é facilitar a comunicação e a troca de experiências entre pessoas que atuam na mesma área de investigação.

Como outras redes, o ResearchGate conta com diversos grupos de discussão, nos quais os membros podem fazer e responder perguntas. Mas, diferentemente de outros sites do gênero, os perfis dos participantes são estruturados como se fossem um currículo científico, o que facilita a busca de usuários por área de atuação.

Além disso, os pesquisadores podem incluir um índice com suas publicações e um blog pessoal. Um calendário informa os participantes sobre eventos científicos em todo o mundo e uma bolsa de empregos oferece mais de 13 mil vagas nas diversas áreas da ciência.

A plataforma é gratuita e foi criada em 2008 pelo médico alemão Ijad Madisch, graduado em Hannover e pós-graduado em Harvard. Ele conta que teve a ideia quando fazia a pós nos Estados Unidos e deparou com um problema para o qual não achava resposta.

Madisch conheceu um colega que pesquisava o mesmo assunto e tentou manter contato com ele pela internet, mas sentiu que faltava uma ferramenta adequada para isso.

Grande parte dos recursos gastos em uma pesquisa acaba cobrindo experiências malsucedidas, que não ganham espaço nas publicações”, disse.

Com o ResearchGate, segundo Madisch, os cientistas podem receber informações sobre os trabalhos de colegas do mundo inteiro, inclusive sobre as experiências que não deram certo. Isso evitaria repetir o que já se mostrou falho.

De acordo com os administradores do site, 30 brasileiros, em média, se registram diariamente.

Mais informações: www.researchgate.net

Fonte Original: Agência Fapesp

Cientistas exploram conexões entre astronomia e biologia

Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Os mais de 160 pesquisadores, docentes e estudantes que participaram da São Paulo Advanced School of Astrobiology – Making Connections (SPASA 2011), entre os dias 11 e 20 de dezembro de 2011, puderam debater os avanços mais recentes da astrobiologia, uma nova área que busca respostas para algumas das mais complexas questões científicas da atualidade.

Interface entre a astronomia e a biologia, a astrobiologia é uma área essencialmente multidisciplinar que aborda questões como a formação e detecção de moléculas pré-bióticas em planetas e no meio interestelar, a influência de eventos astrofísicos no surgimento e na manutenção da vida na Terra e a análise das condições de viabilidade da vida em outros planetas ou satélites – em especial a vida microbiana.

O evento, realizado na capital paulista no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) – modalidade de apoio da FAPESP –, foi organizado pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), sob a coordenação do professor Jorge Horvath.

O comitê local responsável pelo evento foi coordenado pelos pesquisadores em astrobiologia Douglas Galante, Roberto Costa (IAG-USP) e Ramachrisna Teixeira (IAG-USP), do IAG-USP, Fabio Rodrigues, do Instituto de Química da USP, Rubens Duarte, do Instituto Oceanográfico da USP, Laura Paulucci, da Universidade Federal do ABC (UFABC) e Ivan Glaucio Paulino-Lima, da Nasa Ames.

De acordo com Galante, o evento contou com 33 palestrantes do Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Chile, Colômbia, México, Alemanha e Rússia. Entre os estudantes, participaram 130 astrônomos, biólogos, geólogos, químicos, físicos e engenheiros de 26 países diferentes, sendo 80 deles com financiamento completo da ESPCA, 20 com financiamento parcial e 30 como ouvintes.

Foi um evento muito intenso e proveitoso, que entusiasmou tanto os alunos como os palestrantes. O objetivo central da escola era fornecer uma visão geral da astrobiologia e enfatizar a necessidade de estabelecer interconexões – entre as diversas áreas do conhecimento, mas também entre pessoas de diversas formações – para que se possa tratar de questões tão complexas como a origem da vida”, disse Galante à Agência FAPESP.

As palestras de abertura do evento foram apresentadas pelo brasileiro Marcelo Gleiser, do Dartmouth College (Estados Unidos), e por Steven Dick, professor aposentado de astrofísica do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsonian (Estados Unidos), que atuou como historiador-chefe da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Gleiser falou sobre a ligação entre a astrobiologia e a cosmologia, ciência que estuda a origem e a evolução do Universo. Dick apresentou um panorama da perspectiva norte-americana do desenvolvimento da astrobiologia”, disse Galante.

Nos outros dias do evento, durante as manhãs, os diferentes conteúdos foram desenvolvidos em minicursos com perspectivas amplas sobre astronomia, geologia, química e biologia.

Procuramos fazer com que os palestrantes mostrassem as interconexões entre essas áreas. Por exemplo, a formação dos planetas foi explicada a partir do ponto de vista da astronomia, depois foi mostrado como os planetas se desenvolveram na perspectiva da geologia e em seguida foi mostrado como se produziam as condições químicas para a origem da vida”, contou.

A ideia era que os estudantes percebessem que todos os temas tinham uma unidade e que a complexidade dos temas envolvidos com a origem da vida só pode ser abordada a partir das conexões entre diferentes disciplinas e entre pessoas das várias áreas.

Durante as tardes, tivemos palestras sobre tópicos mais específicos – cada professor falou sobre aspectos mais pontuais de seus estudos. Assim, os alunos puderam aplicar, à tarde, em tópicos específicos, o conhecimento discutido a partir do panorama mais geral apresentado pela manhã”, explicou Galante.

Grupos focais de pesquisa

Além dos minicursos e palestras, os alunos participaram de outra atividade: os grupos focais de pesquisa. Os estudantes foram divididos em grupos interdisciplinares de oito ou nove pessoas, que deveriam apresentar, no fim da semana, um projeto de pesquisa completo. O resultado deveria ser apresentado em 10 minutos e os próprios alunos foram encarregados de eleger os melhores trabalhos.

Cada grupo deveria desenvolver todo o projeto, desde a escolha do tema até a redação e a apresentação, incluindo a proposta de um cronograma de trabalho e uma previsão de custos”, disse Galante.

A ideia é que os alunos de diversas áreas fizessem um exercício de integração multidisciplinar e ao mesmo tempo tivessem um treinamento em redação, apresentação e julgamento de um projeto de pesquisa – que é algo que eles deverão fazer durante toda a sua vida profissional”, disse.

Os três primeiros colocados no concurso terão seus projetos transformados em artigos científicos que serão publicados na revista Astrobiology. Os palestrantes, por sua vez, deverão transformar suas apresentações em artigos científicos que irão compor uma edição especial do International Journal of Astrobiology.

Durante a escola também tivemos apresentações de pôsteres. Os alunos tiveram a oportunidade de ver seus trabalhos comentados e avaliados por alguns dos principais pesquisadores da área”, relatou Galante.

O evento contou também com uma visita ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas (SP). Segundo Galante, os palestrantes se impressionaram com as instalações do acelerador de partículas e vários participantes se interessaram por fazer ali seus pós-doutorados.

A programação contou ainda com uma palestra sobre o futuro do programa espacial brasileiro, apresentada por Thyrso Villela, pesquisador da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Os participantes fizeram também uma visita ao Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (Petar), no sul do Estado de São Paulo, onde foram apresentadas palestras sobre a vida e a geologia das cavernas do local, segundo Galante. “A previsão é que façamos uma nova escola dentre de dois anos”, disse.

Mais informações: www.astro.iag.usp.br

Fonte Original: Agência Fapesp

O poder das Redes Sociais

Um dos maiores desafios de um blog/site educativo ou pedagógico é com certeza a divulgação. Em termos percentuais, são pouquíssimas as pessoas que costumam divulgar conteúdo educativo.

É tudo uma questão de entender a importância da indicação na internet. O que nem todo mundo sabe é que um link para um blog ou site é como se fosse um voto para o site indicado. Esse voto faz com que o site melhore sua posição nos resultados dos sites de buscas, como Google, Bing, Yahoo e etc, criando assim um ciclo virtuoso.

O mesmo princípio vale para as mídias sociais. Não tem nada melhor para um site do que ter um retweet, um link compartilhado no Orkut ou uma recomendação no Facebook. Isso faz a idéia se espalhar e aumenta a comunidade em torno do site.

Pense nisso, depois de ler um de nossos artigos. Se gostou do que leu, divulgue! Isso incentiva os autores a produzir mais conteúdo de qualidade.

O INAPE está presente nas redes sociais

       

A situação atual do INAPE

Há dez anos era realizado o primeiro evento COSMOS e eu estava na platéia, sentado em uma das primeiras fileiras do auditório, acompanhando as palestras e completamente fascinado pelo esplendor do Universo e seus mistérios.  Hoje sou vice-presidente do INAPE (Instituto de Astronomia e Pesquisas Espaciais), entidade sem fins lucrativos que tem com principal objetivo despertar a curiosidade científica em crianças, jovens e adultos.

Devemos comemorar a realização da 10ª edição do evento COSMOS – Realidade e Mistérios. Mas, por ironia do destino, talvez nesta edição comemorativa, não será realizada a tradicional noite de observação com telescópios, que ocorre sempre na última noite do evento.

O único telescópio do instituto, que já funcionava precariamente, está com problemas e precisa passar por uma revisão. Não sabemos ainda se conseguiremos utilizá-lo na próxima sexta-feira, no encerramento do evento.

Durante quase duas décadas o INAPE realizou inúmeras palestras em escolas, observações astronômicas, eventos que aproximaram as pessoas da ciência, mais especificamente da Astronomia e ciências afins como física, matemática e biologia.

E, desde a sua fundação, o INAPE nunca recebeu um centavo sequer dos governos municipal, estadual ou federal.  Todas as atividades até hoje realizadas só foram possíveis graças ao empenho e dedicação da diretoria e dos voluntários. A manutenção e compra de equipamentos foi feita até hoje com recursos próprios dos membros do INAPE ou através de doações.

Já tentamos sem sucesso e por duas vezes a inclusão de uma emenda no orçamento municipal para a aquisição de um novo telescópio em substituição ao atual, que está em operação desde os meados da fundação do instituto, em 1996.  Infelizmente, não fomos atendidos .

Que os caçadores de ETs  custeiem suas próprias aventuras!
Vereador Arlindo Araújo (PPS)

As dificuldades são “astronômicas”. O INAPE ainda não possui uma sede própria, algo que seria de extrema importância para dar continuidade ao evento COSMOS durante todo o ano, em reuniões mensais abertas para o público em geral. O ideal seria um local com um pequeno auditório, sala de reuniões e biblioteca. Indo um pouco mais além, um observatório astronômico e um planetário poderiam inclusive impulsionar o turismo científico em Araçatuba.

Um planetário é um local onde ocorrem apresentações sobre astronomia e que simula o céu, sobretudo noturno, de acordo com a data e local de observação. É normalmente constituído por uma cúpula e por uma máquina colocada no seu centro, que projeta diferentes objetos celestes (estrelas, planetas, constelações, galáxias, etc).

Um observatório astronômico é o local usado para observações e estudos de eventos celestes. Utiliza telescópios para perscrutar os céus, usualmente durante a noite.

Para que o INAPE continue seu trabalho de divulgação científica, é imprescindível e pertinente a participação de toda a sociedade araçatubense, empresários e governo municipal. Precisamos de todo o apoio possível para concretizar estes projetos.

Caso contrário, assim como uma estrela que nasce, evolui e morre, o INAPE poderá um dia chegar ao fim. E as novas gerações vão ouvir de seus pais que aqui em Araçatuba existia um grupo de astronomia, com pessoas fascinadas pelo Universo. E o quanto era extraordinário poder ver através de um telescópio, o que eles só viam nos livros.

Gustavo J. Moretti
Vice-Presidente INAPE

O fator buraco negro

Por Mônica Pileggi

Agência FAPESP – O que surgiu primeiro, os buracos negros ou as galáxias? Esta é a pergunta que João Evangelista Steiner, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) procurou responder na palestra “Buracos negros: sementes ou cemitérios de galáxias?”.

No encontro realizado no dia 5, o coordenador do Instituto Nacional Avançado de Astrofísica – um dos INCTs apoiados em São Paulo pela FAPESP e pelo CNPq –, destacou os avanços nos últimos dez anos na área, como a confirmação da existência de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, a medida do momento angular dos buracos negros estelares e supermassivos e o paradigma da coevolução entre galáxias e buracos negros.

De modo geral, buracos negros são objetos espaciais compactados cuja superfície possui aceleração infinita, tornando-a irresistível. Devido a esse fenômeno, toda matéria próxima a um buraco negro é capturada.

“Até mesmo a luz próxima é capturada. O espectador não enxerga nada, pois a matéria (gás) ou qualquer outro tipo de informação produzida dentro dele não consegue escapar à superfície de singularidade de aceleração. Para quem o vê de fora, o objeto é um buraco negro, onde tudo entra e nada sai”, exemplificou Steiner.

Atualmente, os buracos negros são divididos em duas categorias: estelares e supermassivos. Na primeira, são alimentados por uma estrela vizinha. “Como esses fenômenos galácticos não emitem qualquer tipo de luz, a medição do espectro só é possível quando se encontra em um sistema binário, isto é, quando há uma estrela companheira. Nesse caso, o buraco negro suga a matéria dela”, disse à Agência FAPESP.

O primeiro objeto encontrado na Via Láctea com essa característica foi uma fonte, confirmada em 1973, de raios X denominada Cygnus X-1. “Ela se mostrou tão densa que ou poderia ser um uma estrela de nêutrons – aquelas cuja densidade pode chegar a 10 trilhões de vezes a da água [que tem 1g/cm3] e estão associadas a explosões de supernovas – ou um buraco negro. Mas, ao medir sua massa, os cientistas observaram que era algo muito maior do que uma estrela de nêutrons”, contou.

Os buracos negros estelares têm entre 5 e 20 vezes a massa do Sol e são originados pela explosão de uma estrela. Estima-se que a temperatura atinja em torno de 100 milhões a 1 bilhão de graus Kelvin, devido ao processo de transformação de energia potencial gravitacional em térmica e, finalmente, luminosa.

Dos bilhões de estrelas na Via Láctea, calcula-se que existam cerca de 10 milhões de buracos negros estelares. Até agora, os cientistas conseguiram identificar apenas 20. “Se eles não estiverem em sistema binário, não teremos nem como observá-los”, disse Steiner.

Evidências da outra categoria, os supermassivos, surgiram na mesma época dos estelares. Os buracos negros supermassivos podem chegar a 4 bilhões de vezes a massa do Sol e estão sempre localizados no centro de galáxias devido à gravidade.

“A ideia dos supermassivos surgiu com a descoberta dos quasares, objetos extremamente luminosos e compactos, capazes de brilhar mais que uma galáxia inteira, mas com o volume de um sistema solar”, pontuou Steiner. Já foram identificadas e calculadas as massas de 50 buracos negros desse tipo.

Entre os avanços da década na astrofísica dos buracos negros citados por Steiner, o mais recente é a medição do momento angular, ou seja, o quanto ele gira em torno do próprio eixo. “Medir o momento angular é ainda mais difícil do que calcular a massa desses fenômenos galácticos”, disse.

De todos os buracos negros conhecidos, de ambas as categorias, sabe-se o momento angular de apenas 13 deles, sendo oito estelares e cinco supermassivos. “Quase todos giram com velocidade máxima, ou seja, têm o momento angular próximo de 1. Apenas um deles apresentou resultado inferior a 0,5”, disse.

Quasar adormecido e coevolução

De acordo com o professor do IAG-USP, há anos se especulava sobre a existência de um buraco negro supermassivo desativado no centro da Via Láctea. “Se ela tivesse um buraco negro capturando gás, seria facilmente visível, pois ele estaria produzindo uma grande quantidade de energia que poderia ser observada. Mas isso não ocorre”, destacou.

Para Steiner, essa característica física se configura num quasar morto e que justifica o motivo pelo qual outros buracos negros supermassivos ainda não foram identificados.

A confirmação desse objeto desativado veio em 2002 com a publicação de um estudo da órbita de uma estrela vizinha. O objeto escuro, que possui 4 milhões de massas solares, foi observado por um grupo de cientistas durante 15 anos. “Cedo ou tarde, uma das estrelas que giram em torno desse objeto irá colidir e liberar gás suficiente para libertar o quasar”, disse.

Outra descoberta recente da astrofísica dos buracos negros é o paradigma sobre a evolução desses fenômenos, que explica por que todas as galáxias têm um buraco negro em seu centro.

Steiner explicou que existe uma correlação entre a massa do buraco negro e a massa da galáxia que o hospeda. A galáxia sempre tem 500 vezes mais massa do que seu buraco negro. “Essa é a regra. O buraco negro determina a evolução da galáxia e vice-versa. Ambos coevoluiram desde o Big Bang”, disse.

O astrofísico destacou que se não existissem os buracos negros as galáxias não existiriam ou elas não teriam as configurações que conhecemos hoje. “Para compreender o Universo, temos que levar em consideração o fator buraco negro. Ele tem um papel fundamental e é esse o paradigma da coevolução”, disse.

Fonte Original: Agência Fapesp

A Terra sempre à vista

Agência FAPESP – Desde 2006, a Agência Espacial Europeia (ESA) tem disponibilizado na internet imagens de satélite para cientistas e outros interessados em visualizar a Terra ou avaliar alterações promovidas pelas mudanças climáticas.

Agora, a ESA acaba de adicionar mais 13 mil imagens feitas por radar ao serviço, ampliando as possibilidades de visualização quase em tempo real.

Denominado Miravi, o serviço produz imagens a partir de dados enviados por instrumentos a bordo do satélite Envisat. As imagens são publicadas gratuitamente na internet apenas duas horas após os dados terem sido recebidos.

“Estamos muito satisfeitos com o número de pessoas que usam o Miravi para explorar nosso planeta. Esse entusiasmo nos levou a oferecer novas imagens que possibilitam diferentes tipos de informação”, disse Volker Liebig, diretor de Observação Terrestre da ESA.

O Miravi fornecia imagens que permitiam acompanhar eventos naturais em andamento, como erupções vulcânicas. Com a adição das novas imagens feitas a partir do radar do Envisat, passa a ser possível observar outros tipos de eventos, como enchentes, deslocamento de icebergs ou derramento de óleo no mar.

Esses novos eventos são possíveis de visualizar porque o radar consegue levar à produção de imagens mesmo à noite ou quando o céu estiver coberto de nuvens. Também é sensível à variação na superfície da água causada por derramamentos no mar.

Mais informações: www.esa.int/miravi

Fonte Original: Agência Fapesp

Ranking de cidades com mais raios

Agência FAPESP – O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), concluiu o novo ranking de incidência de raios nos municípios pertencentes aos estados cobertos pela Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas no biênio 2009-2010.

De acordo com o Elat, os dados reforçam pesquisas anteriores que indicam que grandes centros urbanos tendem a intensificar a ocorrência de tempestades.

Para toda a área monitorada, que engloba os estados do Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste do país, a incidência de raios no último biênio se manteve estável em relação aos biênios anteriores, com variações inferiores a 5%. Entretanto, considerando somente as cidades acima de 200 mil habitantes – que possuem maior urbanização – houve um aumento de 11% em relação à média dos dois últimos biênios.

“Tanto essas cidades têm mais tempestades, quanto elas estão, também, cada vez mais intensas, e a urbanização pode ser apontada como uma das principais responsáveis”, disse o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior.

Os resultados apontam que, em 2009-2010, os dez municípios com maior incidência estão localizados na região metropolitana de São Paulo e no sul do estado do Rio de Janeiro – com exceção de Belford Roxo.

“A presença das cidades do sul do Rio de Janeiro entre os dez municípios de maior incidência de raios se deve às características locais de relevo”, explicou Pinto Júnior.

A cidade fluminense de Porto Real aparece em primeiro lugar no ranking geral, com uma densidade de 27 raios por quilômetro quadrado por ano, seguida por São Caetano do Sul, em São Paulo, com 23 raios por quilômetro quadrado por ano.

“A ocorrência de tempestades possui uma variação espacial muito grande e, por isso, municípios menores têm maior chance de apresentar altos valores de densidade”, afirmou o pesquisador.

Em cidades grandes – com mais de 900 km2 – o máximo de aumento registrado foi de 97%. Já os municípios menores do que 100 km2 sofreram aumentos de densidade que chegaram a 320% no último biênio quando comparado com a média dos dois anos anteriores. Em São Paulo, o aumento foi de 42%.

O novo ranking foi feito com base em dados corrigidos pelo modelo de eficiência da rede denominado MED4, recém-desenvolvido pelo grupo, que é um dos mais precisos existentes no mundo para correção de dados de redes de detecção. O MED4 permite corrigir diariamente os dados da rede em função da intensidade das descargas que ocorrem numa determinada região.

O modelo é mais robusto que as versões anteriores utilizadas nos rankings de 2005-2006 e 2007-2008. “Os novos dados de densidade de raios são ainda mais confiáveis com o uso do modelo desenvolvido pelo Elat”, disse Pinto Júnior.

De acordo com ele, os resultados encontrados podem contribuir diretamente com a prevenção e proteção, assim como gerar informações úteis para o setor elétrico e, consequentemente, para a sociedade.

O novo ranking está disponível em www.inpe.br/elat, no link “Ranking de Municípios”.

Fonte Original: Agência Fapesp

O INAPE precisa de sua ajuda

Durante quase duas décadas o INAPE realizou inúmeras palestras em escolas, observações astronômicas, eventos que aproximaram crianças, jovens e adultos da ciência, mais especificamente da Astronomia e ciências afins como física, matemática e biologia.

Em 2011, o INAPE passa a trabalhar efetivamente no projeto APT – Astronomia para Todos que prevê a instalação de um planetário e um observatório astronômico em Araçatuba-SP.

Um planetário é um local onde ocorrem apresentações sobre astronomia e que simula o céu, sobretudo noturno, de acordo com a data e local de observação. É normalmente constituído por uma cúpula e por uma máquina colocada no seu centro, que projeta diferentes objetos celestes (estrelas, planetas, constelações, galáxias, etc).

Um observatório astronômico é o local usado para observações e estudos de eventos celestes. Utiliza telescópios para perscrutar os céus, usualmente durante a noite.

O projeto APT tem como objetivo:

  • Diminuir a evasão escolar;
  • Motivar o interesse e a curiosidade científica;
  • Promover o ensino informal com entretenimento;
  • Oferecer aos professores subsídios que permitam a dinamização de conteúdos curriculares;
  • Mostrar a aplicação de conhecimentos científicos na área da tecnologia;
  • Divulgar os avanços e descobertas realizadas na área da astronomia e ciências afins.

Araçatuba está localizada na região noroeste do Estado de São Paulo que é formada por 43 municípios, com cerca de 800 mil habitantes que poderiam se beneficiar com a concretização deste projeto.

Contamos muito com a solidariedade dos associados e de todos os amigos e colaboradores que acompanham e respeitam o nosso trabalho.

Por isso pedimos a ajuda de todos que possam ser solidários ao INAPE, para podermos continuar nossas atividades e implantar em Araçatuba o projeto APT.

As doações podem ser feitas através do sistema PagSeguro do UOL, em um ambiente seguro, através de cartões de crédito, débito ou boleto. Para doar qualquer quantia pelo PagSeguro, clique no botão abaixo:

 

 

 

Doações também podem ser feitas diretamente através conta:

Banco: 104 – Caixa Econômica Federal

Agência: 0281 – Araçatuba

C/C: 003-761-0

Quem preferir fazer doações pessoalmente, na sede provisória do INAPE, escreva para a Sr. Marco Antonio dos Santos através do E-Mail sincovar@terra.com.br e agende conosco uma visita.

Antecipadamente, agradeço a todos!
Gustavo José Moretti
Vice-Presidente do INAPE

Pegada das cidades

Agência FAPESP – A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), em parceria com a Prefeitura de Campo Grande (MS) e as organizações WWF-Brasil, ecosSISTEMAS e Global Footprint Network (GFN), apresentou no último dia 13 os resultados do cálculo da pegada ecológica de Campo Grande, no Mato Grosso.

De acordo com o estudo, que avaliou os hábitos de consumo da população de Campo Grande, a pegada ecológica da cidade é de 3,14 hectares globais por pessoa.

A pegada ecológica de um lugar, comunidade ou indivíduo é o tamanho das áreas produtivas necessárias para sustentar determinado estilo de vida. Ou seja, é a extensão de território, em hectares, que uma pessoa ou sociedade utiliza, em média, para se alimentar, viver, locomover ou vestir, entre outros hábitos.

O número apresentado é superior à média global de 2,7 hectares per capita. No entanto, esses dados são mais preocupantes ao se considerar a biocapacidade disponível para cada ser humano de apenas 1,8 hectare, segundo a ecosSISTEMAS.

A pesquisa foi exposta por Michael Becker, coordenador do Programa Pantanal-Cerrado da WWF Brasil, em evento organizado pelo professor Ricardo Abramovay, do Departamento de Economia da FEA-USP, no qual foram discutidos os potenciais da pegada ecológica como indicador de sustentabilidade, ferramenta para a gestão pública, instrumento de mobilização da sociedade civil e orientador sobre o papel das empresas e cadeias produtivas sustentáveis.

Segundo a WWF Brasil, a escolha de Campo Grande para ser a primeira a testar a metodologia deveu-se à localização – fica próxima ao Pantanal, um dos biomas mais importantes do país – e ao perfil parecido com as demais cidades brasileiras.

O objetivo da pesquisa foi a criação da uma ferramenta de gestão para ajudar no planejamento e na gestão pública, além de mobilizar a população para rever seus hábitos de consumo e escolher produtos mais sustentáveis. Outra iniciativa que pretendem com a nova metodologia é estimular empresas a melhorar suas cadeias produtivas.

Mais informações: Campo Grande calcula a sua pegada ecológica

Fonte Original: Agência Fapesp

Cana-de-açúcar resfria o clima local

Agência FAPESP – Boa notícia para o etanol. Uma pesquisa feita por cientistas do Departamento de Ecologia Global da Carnegie Institution, nos Estados Unidos, concluiu que a cana-de-açúcar ajuda a esfriar o clima local.

O estudo, publicado neste domingo na segunda edição da revista Nature Climate Change, nova publicação do grupo editorial britânico, aponta que o esfriamento do clima local se deve à queda da temperatura no ar em torno das plantas à medida que essas liberam água e à reflexão da luz solar de volta ao espaço.

O trabalho, liderado por Scott Loarie, procurou quantificar os efeitos diretos no clima da expansão da cana-de-açúcar em áreas de outras culturas ou de pecuária no Cerrado brasileiro.

Foram utilizadas centenas de imagens feitas por satélites que cobriram uma área de quase 2 milhões de metros quadrados. Os cientistas mediram temperatura, refletividade e evapotranspiração, a perda de água do solo por evaporação e a perda de água da planta por transpiração.

“Verificamos que a mudança da vegetação natural para plantações e pastos resulta no aquecimento local porque as novas culturas liberam menos água. Mas a cana-de-açúcar é mais refletiva e também libera mais água, de forma parecida com a da vegetação natural”, disse Loarie.

“Trata-se de um benefício duplo para o clima: usar cana-de-açúcar para mover veículos reduz as emissões de carbono, enquanto o cultivo da planta faz cair a temperatura local”, destacou.

Os cientistas calcularam que a conversão da vegetação natural do Cerrado para a implantação de culturas agrícolas ou de pecuária resultou em aquecimento médio de 1,55º C. A troca subsequente para a cana-de-açúcar levou a uma queda na temperatura do ar local de 0,93º, resultando no aumento líquido de 0,6º C.

Os autores do estudo enfatizam que os efeitos benéficos são relacionados ao plantio de cana em áreas anteriormente ocupadas por outras culturas agrícolas ou por pastos, e não em áreas convertidas da vegetação natural.

Em resumo, a cana tem vantagens nesse ponto em relação a outras culturas ou pasto, mas o melhor é manter o Cerrado, uma vez que a substituição desse bioma pela cana ou outra cultura leva ao aumento regional de temperatura.

O artigo Direct impacts on local climate of sugar-cane expansion in Brazil (doi:002010.1038/nclimate1067), de Scott Loarie e outros, pode ser lido por assinantes da Nature Climate Change em www.nature.com/nclimate.

Fonte Original: Agência Fapesp

Voo de Gagarin faz 50 anos

Agência FAPESP – Há 50 anos, no dia 12 de abril de 1961, o soviético Yuri Alekseyevich Gagarin (1934-1968) viu algo que nenhuma outra pessoa na história havia observado: a própria Terra. Nos 108 minutos entre lançamento e retorno à superfície, a Vostok 1 pôs o cosmonauta no espaço e imediatamente na história.

“A Terra é azul”, disse Gagarin de uma altitude de 300 quilômetros ao controle da missão. Quatro anos antes a então União Soviética havia lançado o primeiro satélite, o Sputnik. Depois, o primeiro animal, a cadela Laika. Com o primeiro homem, a corrida espacial parecia ganha logo após ter começado, restando aos Estados Unidos ambicionar chegar primeiro à Lua, o que conseguiram em 1969.

Mas em abril de 1961 a notícia era Gagarin, uma celebridade internacional instantânea, que passou boa parte dos sete anos seguintes – até sua morte em acidente com um caça Mig – em viagens pelo mundo como representante maior do programa espacial soviético.

No Brasil, esteve no mesmo ano, no fim de julho e início de agosto, quando foi recebido por multidões em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na época, não havia relações diplomáticas entre o Brasil e a União Soviética, o que não impediu de ser saudado como herói. O filho de fazendeiros recebeu do então presidente Jânio Quadros a Ordem do Cruzeiro do Sul, concedido a personalidades estrangeiras.

Poucos se lembram de Alan Shepard ou Scott Glenn, que subiram ao espaço em seguida, mas Gagarin foi tão popular a ponto de o nome Yuri ser preferido para batizar legiões de meninos pelo mundo nos anos seguintes, inclusive no Brasil. A imagem do sorridente cosmonauta virou propaganda máxima de um país e um regime que lutava para vencer a pobreza ao mesmo tempo em que disputava a liderança política mundial com os Estados Unidos.

Para celebrar os 50 anos do voo de Gagarin, o escritor e cineasta inglês Christopher Riley, pesquisador visitante na Universidade de Lincoln, no Reino Unido, produziu First Orbit, que pode ser assistido pela internet, pelo endereço www.firstorbit.org.

O filme usa imagens feitas pelas tripulações da Estação Espacial Internacional e contou com ajuda da Agência Espacial Europeia para recriar a viagem histórica da Vostok 1 e mostrar o planeta de forma como Gagarin pode tê-lo admirado em 1961.

Para comemorar a data, estão previstos outros 444 eventos em 70 países, de acordo com o Yuri’s Night, projeto mantido por um grupo internacional para celebrar o 12 de abril de 1961.

O Planetário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, o Clube de Astronomia Louis Cruls, em Campos dos Goytacazes (RJ), e o Clube de Astronomia de Fortaleza são alguns dos grupos brasileiros que comemorarão a data.

Mais informações: www.yurisnight.net

Fonte Original: Agência Fapesp