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Descobridor de 2 mil cometas

Espaço — By on janeiro 15, 2011 at 15:58

Agência FAPESP – Entre o Natal e o Ano Novo, uma marca histórica foi motivo de uma pequena celebração por parte de cientistas das agências espaciais europeia (ESA) e norte-americana (Nasa). No dia 26, o Observatório Solar e Heliosférico (Soho, na sigla em inglês), parceria entre as agências, descobriu seu cometa de número 2.000.

O veículo espacial de 610 quilos se tornou o maior descobridor de cometas graças à ajuda de cientistas e astrônomos amadores de diversos países, que analisam os dados obtidos.

O responsável por ter identificado o cometa de número 2.000 – e também pelo 1.999º – foi Michal Kusiak, estudante de astronomia na Universidade Jagiellonian, na Polônia. Kusiak é um bom exemplo de usuário do Soho, tendo descoberto mais de cem cometas desde novembro de 2007.

Mais de 70 pessoas de 18 países já ajudaram a encontrar cometas em meio às imagens que o projeto Soho disponibiliza na internet. O curioso é que o Soho não foi projetado para encontrar cometas, mas para estudar e monitorar o Sol.

“Desde seu lançamento, em 2 de dezembro de 1995, o Soho foi responsável por mais do que dobrar o número de cometas cujas órbitas foram determinadas nos últimos 300 anos”, disse Joe Gurman, cientistas responsável pelo projeto do observatório no Centro de Voo Espacial Godard, da Nasa.

“Há muitas pessoas buscando cometas. Eles fazem isso por prazer e de graça, de forma muito criteriosa. Se não fosse por essas pessoas, grande parte dos cometas não seria conhecida”, disse Karl Battams, responsável pelo site que a missão Soho mantém para reunir as informações dos cometas descobertos.

Battams é quem recebe os relatórios de cientistas, estudantes e astrônomos amadores que apontam ter localizado pontos nas imagens feitas pelo Soho que aparentam ter determinados tamanhos e brilhos e estarem se movendo em direção ao Sol – características dos cometas descobertos pelo observatório espacial.

Caso a descoberta seja confirmada, o cometa recebe um número não oficial e a informação é enviada ao Centro de Planetas Menores, em Cambridge, nos Estados Unidos, responsável pela categorização de corpos astronômicos e de suas órbitas.

Mais informações: http://sohowww.nascom.nasa.gov

Fonte Original: Agência Fapesp

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